27 de agosto de 2013

Nostalgia


Acordar de manhã, tomar aquele banho por dentro para que todas essas coisas ruins saiam para fora de nós. Tomar um café, escovar os dentes, por uma roupa leve, um chinelo simples, um fone de ouvido com aquela música preferida, aquela que quando a gente escuta, nos deixa leve, tranqüilo e do bem. Caminhar por essas ruas, pegar um vento no rosto, andar de cabeça erguida, sorrir para o mundo e seguir em frente. É uma das melhores coisas que devemos fazer quando estamos naqueles dias cinzas, naqueles dias nostálgicos. Olha, não sei explicar. Acho que tudo isso é de tanta saudade, saudade mesmo. Foi bom te ver, foi bom te ter esses dias. E você está tão longe e ao mesmo tempo tão perto, tão dentro, tão impregnada em mim. Olha, Passei horas sentado num banquinho do canteiro, assim; olhando qualquer coisa sem importância alguma, uma pedra, uma formiga, um grãozinho de areia, sei lá. E naquele exato momento, tudo ao meu redor me fazia lembrar de você. Tentava me distrair, mas logo em seguida me pegava pensando em você assim, do nada. E ninguém compreendia. É bom te ver, te sentir, estar ao teu lado. A parte mais ruim disso é a hora da despedida, a hora de você ir embora. E eu, você, nós não podemos fazer nada, à não ser dar aquele tchau mas não querendo deixar ir e com certeza que no próximo dia iremos nos ver de novo. Depois de muito tempo em negação voltei a acreditar no amor. Naquele amor de livro, novela, cinema. Naquele amor que há tempos sabia inexistente. Pois agora não sei se existe, mas sei que só quero se for assim. Mesmo estando longe, assim; tão distante de mim, eu te amo, eu te curto todos os dias. Não importa a distância, não importa nada, nada. Largo tudo. Venha comigo para qualquer outro lugar. Estou sufocado de saudade, mas aguento firme. Sentir saudades doí. Mas as vezes é muito bom sentir aquela saudade de alguém, só a saudade mostra a verdadeira importância que uma pessoa tem em nossa vida.

Fernando Oliveira. 

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