16 de outubro de 2013

O Amor.



Se era pra ser de mentira, não tinha precisão de existir. Nada na vida deve ser vivido pela metade, principalmente o amor. O amor não é promessa cristã que se tenha obrigação de ser cumprida por temor à Deus, mas, não se pode deixar pingar palavras da boca sabendo que não vai conseguir firmar-se no futuro. Nunca prometa o que não se pode cumprir, nem finja para si mesmo que, quem sabe amanhã aprenda a amar do jeito que a pessoa é. Isso é impossível. Nós nos acostumamos com tudo na vida e há coisas que mesmo não gostando ainda conseguimos ver algo de bom no meio das incredulidades, mas, viver com alguém sem amor, é um suicídio. A vida é muito curta para se viver um falso amor enfiado no dedo do meio. Nem dá pra chamar de amor de verdade, ao andar com uma mulher bonita, de corpo escultural e longos cabelos e mesmo assim, olhar para outra que passa do outro lado da rua. Isso não é amor. É apenas vicio de se ter alguém ao lado apenas ocupando uma cadeira para que não se sinta sozinho. Felizes, digo eu: São os que se amam de verdade e com a verdade. Aqueles que contam horas e dias só para sentir o cheiro do pescoço do outro. Felizes sim, são aqueles que enxergam nos olhos do outro com a mesma intensidade com que se vê no espelho. O amor é igual à uma planta. Para mantê-lo firme e resistente é preciso preservá-lo e preenchê-lo só de coisas boas e maravilhosas, e bem aos poucos. Para que, ao passar dos dias, o amor possa ir crescendo cada vez mais e bonito. Não adianta a gente querer apressar as coisas da vida. Por que, a gente regando uma planta todos os dias, ela acaba apodrecendo. É a mesma coisa do amor. Temos que ir aos poucos. De pouquinho em pouquinho, regá-lo de paz, de serenidade, de paixão, de fidelidade, de carinho, de sorrisos, de abraços, de amizade, de segurança, de conforto. E bem devagarzinho, para que, mais pra frente, não-o deixe apodrecer.  Feliz do amor que se tem complacência simplesmente para ver o ouro feliz. Fantástico da vida, é olhar os idosos já em suas bodas rebocadas de outro, e que mesmo já terem apagados o fogo da juventude, ainda se olham entre a pele caída de suas rugas e vêem dois jovens dançando no meio da chuva. À isso dá-se o nome de amor.

Fernando Oliveira.

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