2 de fevereiro de 2015

A Morena.



Nos fins de semanas, depois daquelas festas, dentro de uma madrugada quente, era onde a gente se encontrava todas as noites, na nossa cama do amor. Era bem profundo quando o seu olhar fixo e as suas mãos me tocavam, mas era só um tombo proposital de quem chega com fome de carinho e sede de amor.


Minha morena do cabelo longo, em todas essas noites tive o brutal perverso de te amar docemente e te sentir cada parte do teu corpo. De sentir cada parte do meu corpo, entre o seu suor de moça com olhar meigo e convidativo. E tu, deitada sobre as minhas pernas, o seu olhar provocante e irresistível me dizia o que não ouso repetir.

Era certo que no dia seguinte, no fim de um domingo, você partiria para bem distante. E eu ficaria ali, morto de vontade e a saudade de te tê-la novamente. 

E mesmo com você distante, o teu cheiro ficara espalhado pelo quarto todo, com aquele  perfume doce que te dei no fim de ano, impregnado no travesseiro e dentro do meu coração, esperando que você volte e deposite o teu corpo contra o meu como numa fusão de sentidos, para que então eu possa sentir novamente o seu coração pulsar de desejo, cada barulho da tua respiração no meu ouvido, o movimento das suas mãos e a cada beijo molhado, nos esquentando calmamente. 

Daí sempre te deixo ir, porque enxergo dentro desses teus olhos findados, nos teus olhos morenos espelhados, a sua volta. E então, será para sempre a minha morena do cabelo longo que tanto adoro adorar. 

Fernando Oliveira.


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