16 de novembro de 2015

O AMOR QUE ME ENCONTRE II.

Photo: Queila Silva.



Não há sentimento de desespero e nem aquela vontade absurda. Acredito que na vida tudo tem o seu tempo certo para acontecer e só irá acontecer quando for a minha hora exata. Quem sabe hoje, ou semana que vem, aparece o meu amor? Vai que um dia eu acorde de manhã, vou ao mercado e encontro o meu amor verdadeiro? Eu sempre soube que o amor gosta de encontrar pessoas e que ele me encontre quando for o dia certo para me encontrar. Pode ser na esquina da minha rua ou até mesmo no barzinho lá do centro. Na fila do mercado, ou dentro do ônibus. Não existe lugar certo para encontrá-lo, o amor aparece despercebido. E quando aparecer, que ele fique quando for o seu dia certo para ficar. Que ele permaneça quando eu mais precisar. Meu amor não tem idade, nem boniteza. Quero que meu amor venha simples, verdadeiro e simpático. Gosto dum amor desengonçado, bobo e palhaço. Amor sério me cansa. Gosto dum amor feliz, risonho e brincalhão. Amor quieto não me completa. Gosto dum amor esquisito, estranho e diferente. Amor normal não faz meu tipo.

Por enquanto me cuido, claro. Me preservo, sempre. Cada dia que passa me sinto mais forte e sorridente, mesmo sentindo saudade. Vezenquando batia um desespero danado de ter alguém. Outra hora faltava me enlouquecer quando a carência chegava num domingo à tarde. Mas me controlava. Sabia que era só vontade e não necessidade. Não podia voltar a cutucar aquela ferida que um dia me machucou. Sabia que não podia ligar para aquela ex que não queria nada comigo. Sabia, de verdade, que não podia ir atrás de alguém que nunca me assumiu só por estar na carência. Minhas vontades gritavam aqui dentro mas meu coração batia e falava mais alto: Não. Não e não. Muita calma!


Aprendi que o segredo da vida é ter calma. Calma em tudo. No trabalho, em casa e principalmente, na vida amorosa. Para ter meu amor ou um amor, é aos poucos. Quando o amor vem com pressa ou eu vou com muita pressa, dá tudo errado. É de pouquinho em pouquinho que a gente conquista um coração de alguém. É de pouquinho em pouquinho que as coisas acontecem. Uma-coisa-vai-juntando-na-outra, umas palavras vão se encaixando na outra, uns abraços vão se apertando no outro, um beijo vão se molhando no outro, e na hora certa, quando pensamos que não, de dois corações se conhecendo, acaba virando um só. E se eu ir com muita sede ao pote eu mesmo posso acabar me afogando. Eu me acalmo, me entendo e me sinto. Não apresso meus momentos. Meus momentos são unicos, então, aproveito-os. Respiro fundo, espero e curto.

Dia desses pintou um coração querido de outra cidade. É longe, mas não impossível. Quando se trata de amor e de querer, não existe distância. Não tem tempo ruim, ou dinheiro que nos falte. A gente dá um jeito. A gente dá nossos pulos. Meu amor apareceu no tempo certo. Talvez agora, depois de tanto ferir o coração e ferir alguns corações, eu aprendi. Levei tudo como experiência e aprendizado. De todos dias ruins e bons, absorvi algo de bom. E sei que agora seja o meu dia de amar e de cuidar de alguém. Tá na hora de ter alguém por enquanto, não só-prá-de-vez-em-quando. 

Eu nunca disse não para ela. Se estou aqui aprofundando-me em nossas conversas pensando no futuro é porque eu quero algo à mais. Se insisto em falar do assunto sobre nós é porque eu realmente quero. Só não quero se sinta insegura de não poder dar certo e nem crie ilusões para si mesma, imaginando o fim e o medo de perder-me. Sou todo errado, eu sei. Enrolado, também. Mas eu tenho um bom entendimento sobre a paixão, sobre o amor e sobre o meu coração, e sei  também, que um dia você irá conhecer isso tudo. Então não tenha pressa baby, me espere que por amor a gente muda.

Fernando Oliveira.

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