4 de março de 2016

PODERIA SER A GENTE.





Lembra daquele casal no ônibus que o garoto segurava a bolsa da sua namorada porque estava pesada e ela vivia agradecendo ele com beijos e olhares de que ali, ao lado dele, estava completamente segura? Lembra, né? Ajudar a companheira é amor, poderia ser a gente. 



Lembra de um casal que a gente viu correndo de bicicleta no parque e pararam do nosso lado para tirarem fotos enquanto se abraçavam e se adoravam dentro dos seus beijos? Lembra? Então, andar de bicicleta no parque é amor, poderia ser a gente.




Lembra também daquele casal na fila do banco que a namorada ficou com ciúmes porque o seu namorado olhou pro lado e a garota achou que ele tava de olho na mulher que estava passando e eles tiveram uma pequena briga de ciúmes só pra provarem - pra gente - que eles realmente se gostavam? Então, ciúmes também é amor, poderia ser a gente.



Lembra daquele casal na beira da praia que o garoto tocava seu violão e cantava uma bela música para a sua namorada enquanto ela dava um gole em seu drink e o admirava de perto toda a sua delicadeza e sensibilidade? Pois é, cantar pra alguém é amor, poderia ser a gente. 



Lembra daquele casal no shopping que a gente esbarrou por eles umas cinco vezes e em todas essas vezes eles não descruzaram as mãos e faziam grandes compras juntos? Eu sei, eu prestei atenção neles, fazer compras juntos também é amor, poderia ser a gente. 



Tudo de bonito poderia ser a gente mas você não colabora, você não ajuda, você não se esforça. Você prefere viver nessa vida solitária; de dormir bêbado e acordar na ressaca. Você prefere seus fins de semanas movimentados em farras do que calmos em dois corações. Você não tem coragem de encarar o amor que tem aí dentro de você. Você ainda não tá preparado pra isso. Sinto pena, sério. Tu tá perdendo com coisas que não vão te ajudar em nada. E eu tô aqui, óh, cheinha de amor para dar mas você não colabora, meu bem.
Fernando Oliveira.



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