27 de setembro de 2016

BOA TARDE, AMOR.



― Boa tarde, amor. Tudo bem? Por aqui tá tudo ótimo. Já é uma hora da tarde e estou indo almoçar. Atrasaram um pouquinho na produção e ficou um pouco corrido aqui no trabalho, daí só tive tempo de te ligar agora. E você, já almoçou? Ainda não? Tá cedo nada, você precisa se alimentar no seu horário. Vê se não come besteira hoje no almoço, viu, trate de comer uma comida mais forte; arroz, feijão, frango, carne, sei lá. Você só quer saber de lanche, lanche e lanche. Bom, te liguei mesmo só para saber como estava. Que bom que tá tudo bem. Já tô com saudade, sabia? É sério, amor! Ouvir sua voz já ameniza um pouco. Hoje vamos nos ver, né? Quero nem saber, não aceito nãos. Óh, tô passando aqui numa lojinha para te comprar um presente pra hoje. Não amor, dessa vez não são flores e nem chocolate. Tô numa loja diferente. Nunca tinha vindo nessa parada e nem sabia com qual cara entrar. Mas vou improvisar aqui e levar algo bacana para nós usarmos. Contar o que é? Não, para! Aí vai perder a graça. Não! Não vou contar não, mais tarde você vai ver. Ah, e sobre ontem à noite, repito novamente: foi maravilhoso. Desde quando saímos de casa pela manhã, no meio do caminho, fiquei lembrando da gente se amando. Pensar em você me acalma. Te imaginar me dá saudade. Lembrar de ti, do seu toque, do seu beijo e do seu amor eu me derreto todo. Meu, nós dois somos alegria e tesão ao mesmo tempo. Né? Amor? Alô? Tá me ouvindo?

― Tô sim amor. Desculpa, é que quando você me fala essas coisas eu fico sem graça e sem ter o que falar, sabe? Você me rouba palavras, o ar, o fôlego e tudo. Queria que visse agora a minha cara de boba, o meu sorriso largo e o arrepio que me deu ao ouvir essas coisas. Desculpa pelo silêncio, é que só o meu coração poderá te responder isso tudo mesmo. E ele vai te responder mais tarde, não em palavras, mas em atitudes. E ah, quando eu sair do serviço vou direto pra sua casa por que eu também estou morrendo de saudade. Beijos, amor. Boa tarde!

Fernando Oliveira.

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