29 de dezembro de 2015

ERA AMOR, MAS SÓ DA MINHA PARTE.

Photo: Larissa Nunes.



Sou esperta, cara. Não sou essas garotas que você vive brincando por aí como se fosse um objeto em mãos. Aqui, comigo, o jogo é bruto. Cê acha que eu sou boba?! Acha que só porque tenho essa carinha de menina mimada e sou super carinhosa você quer brincar com o meu coração igual sempre brincou por aí?! Acha também que pode ir e voltar quando quiser? E que pode ligar na madrugada como se eu tivesse a obrigação de te receber bêbado igual suas outras ''amigas''?! Tá super enganado. Eu era bobinha, claro, e vivia no teu pé. Mas hoje as coisas mudaram, e depois de tantos tropeços em relações amorosas, aprendi a pisar firme no chão e me equilibrar. Notei sua mudança de uns dias pra cá e vi que você só me procurava quando, realmente, não tinha nada para fazer. Notei que você tava a fim de brincar com a minha vida, só que eu já sou madura demais para perder tempo brincando por aí. Dessa fase eu já passei. Eu quero algo sério, cara. Quero alguém que vale à pena, se liga, acorda, que uma mulher assim tu não vai encontrar tão fácil por aí. E agora, por essa tua ausência e atitudes de moleque estou aprendendo a viver sem você. 

Agora é tarde. Não pra mim, mas sim, pra você. Eu que demorei todo esse tempo para perceber que você não é uma boa peça para completar o meu quebra-cabeça. Hoje finalmente abri meus olhos e enxerguei tudo aquilo que eu fiz por você e até agora tu não teve reconhecimento algum do meu esforço e vontade de lutar diante de muitas coisas e pessoas para ficar ao seu lado. Desacreditei de amigos e familiares quando eles me diziam que você não seria uma boa pessoa para mim. Você quer festas, farras, amigos, bebidas, status e curtição. Eu quero histórias, viagens, amor, família e coração. Hoje eu notei que tudo que eu fiz por você foi em vão. Mas não me arrependo, foi tudo por vontade própria e de coração. E ao abrir - finalmente - meus olhos e enxergar na vida o que realmente é bom pra mim, vi que você já não faz mais parte dos meus planos. Não venha atrás, sério, pois você que pediu para ser assim. Chega de ficar presa no seu joguinho e apartir de agora vai ser tudo do meu jeito e como eu quiser. Hoje optei preservar quem realmente reconhece o meu grande valor. Não tenho mais todo aquele tempo do mundo pra você, pois hoje, finalmente, o seu tempo acabou.


É hora de deixar ir embora o que não me pertence mais. Dar um basta de verdade naquilo que não poderá voltar ao normal. Deixa morrer de vez o que a vida já me despediu. O que foi e já não me serve mais, virou apenas um passado. E passado o vento levou pra bem longe do meu alcance. Vou seguindo os meus dias de cabeça erguida e viajando por aí até encontrar qualquer coisa (ou pessoa) tão fantástica que me dê vontade de parar e ficar ali para sempre. Quem confia na vida sabe que todos os acontecimentos, mesmo os ruins, são para nos ensinar a achar um caminho bem melhor. E sempre existe um caminho melhor. Basta, acharmos.

Estou indo sem saber para onde o ''indo'' irá me levar. Nada que uma viagem pra bem longe daqui resolvesse os meus problemas. Por que de longe, bem longe mesmo, nada afeta. Santa Catarina me dará todo o tempo que perdi aqui em São Paulo. Não vou ficar lá para sempre e nem vou atrás de um novo amor. Jamais. Só vou me resolver e distrair a minha mente um pouco, curtir algumas festas, sentar na beira da praia, soltar o cabelo ao vento, pisar descalço na areia e tomar um porre junto com a minha amiga enquanto daremos risadas falando dos nossos ex-amores que perderam dois corações gigantes de duas grandes mulheres. E creio que quando eu voltar, serei outra pessoa e outra mulher bem mais forte do que eu era. Respirar outro ar é necessário, conhecer outras pessoas é obrigatório, esquecer o que me machuca e me distanciar daquilo que vive me prendendo será fundamental. Eu vou. Já fiz a minha mala e só vou levar coisas boas que me fortalecem em algo; minhas roupas mais leves, meu óculos de sol, meu livro empoeirado que faz tempo que não folheio, minha dignidade, minha sabedoria e minha simplicidade. E pode ter certeza que a única coisa que eu não vou levar e vai ficar aqui em SP, será suas lembranças. E as lembranças que tive de vocês dias atrás não foram tão boas e até lá já foram deletadas com o tempo. Já deu. Eu fui. Só espero que não sinta saudade do sorriso que um dia já foi seu nas fotos que eu irei postar. É hora de eu gargalhar com o coração, antes que ele chore por mim. É hora de recomeçar e de ser tudo aquilo que eu era antes de você aparecer. É hora de eu sorrir pra vida, antes que ela dê risadas de mim. E sorrir pra vida rindo de você por trocar uma grande mulher por pequenas garotas, será um grande alívio.


Fernando Oliveira.   


10 de dezembro de 2015

TE-QUERO-HOJE! AMANHÃ É OUTRO DIA, AMOR.

Photo: Michael Leonel e Vitória Santana.


Creio que tudo isso que tá rolando entre a gente - hoje - não é em vão e nenhuma palavra dita (pelo menos da minha parte) será esquecida no dia seguinte. Te conheço há anos mas acabamos nos envolvendo agora. Engraçada esta vida, né?! Agradeço ela, claro. O destino, também. Até porque, se tivéssemos nos envolvido antes, daria errado. Ou se deixassemos para amanhã, nem aconteceria. Acredito que tudo tem a sua hora exata de acontecer e a nossa hora está acontecendo agora.

Tive várias oportunidades de pedir teu número mas achava você um cara galinha demais, e caras assim, não faz nenhum pouco o meu tipo. Todas comentavam de você por ser um cara atraente, bonito e charmoso. Algumas elogiavam e outras até te ''queimavam'' dizendo que você só sabia de iludir as garotas que tu conhecia por aí, mas também falavam que você era um cara bacana, trabalhador, estudioso e homem para assumir seus erros, então eu achava que, por ser uma garota simples, não tão vulgar quanto as outras e nem escandalosa do tipo daquelas garotas que você ficava ao lado nas baladas, não teria chance alguma de um dia poder te conquistar. Então eu ficava na minha, tímida e observando cada passo que você dava por aí na vida. 

De tantas oportunidades que eu tive e não aproveitei, você também teve. E eu agradeço por não ter pedido pra ficar comigo naquela festa entre amigos até porque não sou de dizer sim tão fácil e com certeza você iria desistir de mim no dia seguinte. E mesmo se eu dizesse sim naquela noite de festa, você só iria curtir o meu beijo e caso rolasse um sexo no quarto daquele seu amigo do colégio você iria picar o pé como se nada tivesse acontecido. É o que os homens fazem em festas comemorativas, só querem tirar um lazer com a primeira garota que aceitar tomar um drink do seu próprio copo. Tadinha delas, sério. Mas não sou dessas e nunca vou ser. Você tava bêbado e tarado, queria só uma garota para te satisfazer ali naquele momento. Eu percebia tudo isso. Tenho cara de menina boba, mas não sou não. E pra ser mulher de uma noite só, não é comigo, pois sou mulher de muitas noites. 

E agradeço por ter te encontrado agora; no meu tempo e no seu tempo. Sei que anos atrás você só queria curtição, sair beijando e transando por aí como se não existisse o amanhã. Sei também que muitas pessoas vão chegar comentando de você, dizendo coisas banais e que você não vale nada. Não é? Mas escuta só: Eu sou uma mulher madura e sei lidar muito bem com isso. Aposto que hoje em dia você mudou, tem outros pensamentos e não é mais o mesmo de antes, certo? Cá entre nós, notei sua mudança e seu interesse pelas coisas da vida. Agradeço, claro. Gosto de homem assim, de cabeça, maduro e decidido nas suas escolhas. Eu não gosto de por o passado em meu presente e jamais vou ousar em citar o que você fez anos atrás para prejudicar a gente no presente. Quero tudo isso que a gente tá vivendo - o hoje e o daqui a pouco - bem aproveitados. Tenho muita coisa para te oferecer e sei que você tem muita coisa para poder me ensinar. Ontem já foi, o amanhã está por vir, então vamos aproveitar o ''agora''. Tô pegando uma confiança enorme em você e espero não me decepcionar, pois sou fácil de acreditar nas pessoas, mas para dar um passo pra trás e jogar tudo para o alto, é mais fácil ainda. 

Se tivesse aparecido tempo atrás com certeza você iria levar um pé na bunda, ou sei lá, não daria nada certo. E acredito sempre que as coisas é tudo no tempo de Deus. Não sirvo só para um dia de prazer ou só para matar sua vontade de gozar numa madrugada. Com certeza iria te dar um tapa na cara assim que ousasse me agarrar na frente de todos seus amigos querendo roubar um beijo meu para se aparecer e no outro dia se sentir o garanhão só por ter beijado a garota mais difícil do seu bairro. Gosto de homem de atitude, claro, mas não de homem exibido, que faz apostas com amigos para ganhar um beijo de uma garota. Não, pelo-amor-de-Deus, não é minha praia.

Tudo que está acontecendo entre nós não foi por acaso. Não vou ter medo de seguir do seu lado, mas claro, tive algumas decepções amorosas e torço para que isso não se repita. Até porque, cada um é diferente do outro, e jamais iria querer culpar você por um homem ter me feito uma babaca no passado. Hoje estou jogando todas minhas fichas em você e depositando total confiança em ti para que a gente fique bem e que a gente dê certo. Certo? Estou entrando nesse novo ''amor'' de cabeça, inteira e completa. Por que eu sempre fui assim, odeio ir pela metade e aos poucos. Espero que esteja inteiro e completo também, para poder lidar, cuidar, preservar e amar uma mulher decidida assim como Eu, amor.


Fernando Oliveira.

2 de dezembro de 2015

SEXTA-FERA, PIZZA, VINHO E UMA CHUPADA 2.



 Ahhhhhhh. Que moreno incrível. Puta-que-o-pariu... canalha!!!

Eram assim suas últimas palavras sempre quando eu fazia ela gozar. Agora me responda, cara: fazer a mulher - chegar lá - é bom, mas ver a reação dela gozando, gritando horrores, falando palavrões, gemendo escandalosamente é sensacional, prazeroso e extremamente incrível. Sabia? Tu já passou por isso um dia? Senão, tá perdendo tempo. Vou te dar algumas dicas simples, até porque isso não se ensina, já nasce com o Homem. 

Cara, não tem coisa melhor que ''saber'' dominar uma mulher na cama, no sofá, no banheiro ou em qualquer lugar que lhe sinta à vontade. Tem que saber, do fundo, fazer ela te sentir. Assim, sem pressa e sem desespero. Ir com muita sede ao pote, querendo esquentar depressa a pegada, pode acabar esfriando tudo. É na calma que ela vai sentir os arrepios tomando conta do seu corpo e o tesão vai surgindo enquanto você, calmamente, desliza sua barba sob o pescoço dela, tirando calmamente o seu sutiã, segurando firme em seu queixo e aí sim, tu deixaria tua língua deslizar até o biquinho do peito dela para então, você dar aquela chupada e sugada pra dentro da boca. Certo? Mas se você não tiver a barba, cara, tu tá perdido.

Voltando naquela sexta-feira de muito sexo, pizza e vinho. Aquela mulher estava completamente tarada e louca pelo meu pau. Ao fazer, deliciosamente ela gozar na minha boca, ela não se contentou só com aquilo. Ela queria mais. Mais do que demais. (É por isso que eu gostava dela, ela me surpreendia.) Tem muita garota egoísta, ou até mesmo, homens. Mas ela não só pensava em si, ela queria acabar comigo também. Não demorou muito para ela me puxar pelos braços e me tirar daquela sala me levando para o quintal de casa onde era céu aberto e de fundo tinha a garagem onde eu coloquei o carro. Foi um tesão ver ela alucinada, bruta, me pegando pelos braços e me jogando contra a parede do meu quintal e dizendo:

― Fica aqui, cachorro! 
Tira isso, tira aquilo. Ergue os braços, relaxa e deixa comigo!

Ela também sabia me dominar. Ela tinha o poder da sedução e ela sabia me olhar com aquela cara de devoradora de pau. E não tinha algo mais excitante do que ouvir ela dizer:

― Hoje vou te devorar, assim, devagarinho. Lamber, morder, com carinho. Não coloque a mão, deixe comigo. Eu amo chupar, é um vício. Me escuta e só me obedece. É na minha boca que eu quero que o seu pau cresce. Ajoelho, do jeito que você gosta. Pode susurrar, vai ter até espanhola. Não se espante, acalme-se e me ouça. Pego seu pau com a mão e soco tudo na minha boca.

Eu já tava louco com essa mulher. Olhava pra baixo e via ela naquela posição de quatro no chão engolindo todo o meu pau, isso acabava comigo. Aquela bunda empinada parecendo um coração, com aquela marquinha e aquela calcinha vermelha me levava à loucura. Como ela pediu para eu deixar tudo com ela, eu fiquei na minha, observando e sentindo o maior prazer do mundo dentro daquele boquete quente que ela fazia. E vou te contar, ein? Que chupada!

Dava pra ouvir o barulho dela sugando meu pau todo pra dentro da boca. Dava pra sentir ela atolando meu pau até a sua garganta enquanto minhas bolas batiam em seu queixo. Porra, que gulosa! E quando ela tirava tudo da boca e socava tudo de novo até o talo? Meu Deus, que mulher. Ela tirava, batia na cara, na bochecha; na outra. Cuspia, lambia, passava a língua e engolia tudo de novo. Afff, que cachorra! Realmente, ela sabia chupar um pau. E eu já me entortando todo de tesão, com o pau latejando querendo gozar, ela pega e me fala:

― Calma, seu cachorro. Adoro esse pau grande, veiudo e grosso. Vou devagar, óh, preste-atenção. Quero sentir você gemendo, de prazer, de tesão. Olha meus peitos, tá vendo? Quero o seu pau aqui... aqui no meio. Quero ele quente e fervendo. Quero que você goze aqui, pra eu me sentir derretendo.

Como não ir à loucura com uma coisa dessa? Como resistir à uma mulher assim? Meu Deus, ela era incrível. Não tava mais aguentando de prazer e eu queria gozar logo para ela. Ela estava, realmente, acabando comigo. Eu já não tinha mais reacão, pois não podia fazer nada. Ela me dominou e não demorou muito para que ela notasse que eu já não conseguia mais segurar. Ela já sabia quando eu já estava preste à gozar, pegou e chupou mais rápido, repetidamente, e me disse:

 Amor, vai gozar? Goza aqui, óh, sem parar. Eu chupo, óh, chupo gostoso. Quero que me lambuza, quero sentir o seu gosto. Empurro tudo na boca e tiro rapidamente. Não se desespere, relaxa, controle sua mente. Tá quase pra gozar, eu sinto. Goza tudo na minha cara, não vou deixar cair um pingo. Vem, tá na hora. Me lambuza por completa, agora. Pego, aperto, olha aqui e repara. Soca esse pau na minha boca, na guela e bate na cara. Mete mais rápido, me instiga. Tiro, coloco, chupo forte sua pica. Faço cara de puta e de safada. Peço com carinho, amor, me deixa toda gozada? Olho pra você e soco tudo na boca. Empurra, vai, empurra com força. Ajoelho-me e abro a boquinha. Vai amor, dá um banho de porra na sua putinha? 

Meu Deus!!! Não resisti e gozei tudo naquela boca. Lambuzei mesmo, todinha. Na boca, na cara e nos peitos. Não tinha nada mais instigante de ver ela passando a língua tentando não deixar cair o pingo que estava descendo sobre o seu queixo. Porra, que delícia. Eu olhava, eu ficava louco, eu me retorcia todo ao ver ela se deliciando com o meu gozo sobre os seus dedos e chupando cada um bem calmamente olhando pra mim com cara de cachorra querendo o 3° ROUND. Aff, óh, que mulher!

Fernando Oliveira.  


1 de dezembro de 2015

SEXTA-FEIRA, PIZZA, VINHO E UMA CHUPADA.



Era sexta-feira à noite e eu estava exausto. Tinha tido uma semana produtiva e cansativa por causa do trabalho. Rezei para que esse dia chegasse logo para eu fugir desses tormentos que eu estava acumulando semanal. Queria logo o final de semana para eu me entupir de cerveja gelada e jogar conversa fora com meus camaradas. 

Mas era sexta-feira ainda, e para não abusar tanto, queria algo calmo para esta noite. Queria um dia tranquilo de muito prazer, pizza, vinho e sexo. Sim, sexo. Sou fanático por isso. Você não? que pena! Ainda não inventaram coisa melhor que o sexo, e se inventaram, não sei, pois ainda não senti - outro prazer melhor - do que ver uma mulher gozando pra mim enquanto eu atolava o meu pau  com ela de quatro quase rasgando o lençol com suas unhas enormes se retorcendo toda e olhando pra trás com aquela cara de que, ali, naquela cama, estava completamente satisfeita. Não, nunca vi algo mais prazeroso.

Mas calma... Voltando naquela sexta-feira, após meu almoço, resolvi ligar para a minha paquera. Isso mesmo, paquera. É um dos apelidos carinhosos que eu dei à ela. Por que eu a chamava de tudo quanto é nome, pois não tínhamos definições, só vontade de sexo e saudade de fazer de novo. Era minha paquera, minha pegada, meu pente certo, meu sexo predileto, minha amante da madrugada, e tantos outros nomes que até mesmo, a chamava de minha puta quando estavámos à sós. Ela adorava, claro. E eu adorava mais ainda quando a chamava assim e ela soltava um sorriso de canto com aquela cara de safada querendo que eu à devorasse por inteira. Cara, aquela mulher era foda!

Não tinha tempo ruim pra'quela garota. Ela nunca me dizia não e sempre quando eu queria ela estava disposta, decidida, e pronta pra dar uma. Engraçado, né? Ou, sei lá, que moral? Talvez eu fazia tudo certo, ou no fundo, ela adorava transar mesmo. Não deu outra, liguei, mandei a real, e ela finalizou a ligação dizendo com aquela voz safada que ela sabia que eu tanto adorava:

 Tá ok! 
Passa em casa às 22hrs para me pegar. 
E óh, pega de jeito, tá?  riu safadamente.

Cheguei em casa, tirei minha roupa e corri pro banho. Eu tava louco para fazer um sexo naquela sexta-feira, ainda mais em ter ouvido aquela voz, fez com que eu ficasse com um puta tesão que eu vim do trabalho até em casa imaginando como eu iria pegar ela de jeito como todas as outras vezes em que peguei. Até no banho não me controlei, toquei, imaginei aquela mulher se lambuzando com o meu pau como sempre fez. Putis, que tesão eu tava!

Saí do banho, coloquei uma roupa e fui. Não coloquei cueca e fui com um shorts de seda, só para ela ver e sentir - no caminho - o tesão que ela tinha despertado em mim e que naquela noite, ela estaria completamente perdida. E tava mesmo!

22hrs em ponto estava na frente da sua casa. Desci e esperei do lado da porta do banco do passageiro. Nem precisei ligar e já me deparei com ela abrindo seu portão, de salto, vestido curto - sem sutiã - batom vermelho, cabelo preso e com uma bolsa na mão. Rápidamente pensei: ''Que mulher!!!'' Então ela se aproximou com aquele rebolado, aquela cara de safada mordendo o lábio, beijou-me no canto da boca e apertou o meu pau dizendo:  E aí, moreno, vamos?

Não consegui nem responder. Abri a porta para ela entrar, fechei e fui para o meu banco. Entrei, liguei o carro e partirmos. Da casa dela à minha, era no máximo 15 minutos. E esses 15 minutos foram o mais demorado da minha vida toda e de puro tesão, puta-que-o-pariu - pensei: ''É hoje que eu acabo com essa mulher''. 

Eu tentava me concentrar para dirigir e desviava o meu olhar pra'quelas coxas brilhando. Eu tentava prestar atenção nos carros à frente e olhava pra'queles peitos redondos. Eu tentava me controlar, me segurar, mas ela era irresistível, não demorou para eu massagear suas coxas e atolar profundamente a minha mão na sua buceta. Que gostosa! Aff, ela era incrível, me entendia tanto que nem precisava falar e nem pedir, ela já me atacava com uma puta vontade de acabar comigo. 

Enquanto eu trocava a marcha do carro, ela pegava no meu pau. Enquanto eu massageava suas coxas, ela apertava firme minhas bolas. Eu louco de tesão e ela abusando de mim no meio do trânsito. Que cachorra! Os carros passavam ao lado, as pessoas passavam em frente e ela não tava nem aí. Ela queria aventura, prazer e sexo. Ela queria adrenalina, putaria e tapa na cara. Danada!

Chegamos em casa e já nos atacamos no quintal. O tesão era tanto e a vontade era absurda que até esqueci de pedir a pizza e só lembrei do vinho que estava na geladeira. E quem iria lembrar de comer pizza essas horas? Quem? Eu? Puff. A pizza era só um convite. Já o vinho era o nosso tesão predileto. Grudei nela por trás, segurando pela cintura levei para primeira porta de casa que dava entrada pra sala e disse. 

 É aqui, cachorra. 

Joguei-a no sofá e completei: 

― Senta e me espera. Hoje tu és minha, a minha cadela. Calma, vou pegar o vinho. Fica quietinha, que hoje eu que domino. Hoje quero exagerar, te sentir e te chupar. Quero novidade, surpresa sem dignidade. Quero que perca o juízo, do fim ao início. Senta, faz cara de puta e me usa. Sim, abusa, chupa e se lambuza. Hoje você é minha, cachorra, safada e puta!

Levei a garrafa de vinho em mãos, pois não queria dividir em taças. Queria a garrafa para nós dois, de boca em boca e de corpo em corpo. Despejava calmamente na sua boca o vinho diretamente da garrafa e já passava pra minha, tomando altas doses enquanto trocávamos beijos molhados sentindo o gosto do prazer que estavámos fazendo nascer ali. 

O tesão era tanto que até a garrafa eu devoraria depois dela. Foram várias doses e vários beijos, várias goles e apertos. Sentada no sofá, cada dose que ela tomava eu levantava mais o seu vestido. Cada dose que ela deixava cair sobre teus peitos, eu chupava até a última gota. 

Não dava para aguentar o tesão que essa mulher estava despertando em mim. Não demorou para eu atacá-la. Tirei todo o seu vestido e joguei pra longe. Deitei-a no sofá e cai de boca nos seus beijos. Joguei o vinho sobre seus peitos e não deixava pingar uma gota sequer, já chupava com vontade. Cada passada de língua sobre aquele corpo era um gemido. Cada aperto naquela cintura era um grito. Cada atolada de mão naquela buceta era uma morte de tesão pra'quela mulher. Realmente, ali, ela estava se sentindo nos céus.

Deitei ela no sofá de perna aberta, sentei-me no chão e comecei a chupá-la. Sim, sem nojo. Com tudo, com vontade e com tesão. Eu sou devorador, não tenho medo e nem frescurinha. Dou um talento mesmo. Medo tenho de não satisfazer a minha companheira pra depois ser debochado na rodinha de amigas. Eu satisfaço, devoro, acabo, e faço o trabalho completo. Dava um gole no vinho e atolava minha boca naquela buceta, fazendo com que ficasse mais molhada ainda. Derramava o vinho da garrafa sobre os seus peitos e olhava ele descendo até a sua barriga e subia rapidamente para chupar tudo antes de pingar uma gota no sofá. Que incrível! Que tesão! Que mulher! 

Ali estava eu, doido de prazer e louco por ela. Ficava frente a frente com a sua boca. Peito à peito. Aproveitava cada pingo de suor derramado de prazer. Abraçava com força para ela me sentir por inteiro. Te cobria de beijos sob o seu corpo todo até chegar na parte em que te arrepiava. E cada vez que ela se retorcia naquele sofá, mais eu atacava. Dava tesão em ver ela apertando aquelas almofadas em sua boca querendo fazer escandâlo. Eu ficava louco quando descia minha boca perto do seu grelo e chupava, sugava, lambia, completamente, vendo ela se entortar toda empurrando mais a sua buceta na minha boca. Aff, que mulher!

E eu pedia: 

― Soca, esfrega, empurra, cadela. Grita e geme. Quer mais? que buceta quente. Se concentra, relaxa, e goza. Não tenha pressa, eu espero a hora. Vem, me lambuza, e me usa. Sou seu, todo seu, então sinta mais prazer que eu. Vai, é agora, pode tremer, mas não se apavora. 

Ela já não me ouvia mais, estava alucinda de prazer e com a buceta latejando doida para gozar. Suas mãos já não tinha mais forças para segurar a minha cabeça. Seu corpo já estava todo soado do vinho em que derramei. Sua boca estava tremendo de tesão que a despertei. E quando atolei doidos dedos dentro dela, acariciando seu clítoris, e chupando-o sem parar, ela gozou, li-te-ral-men-te, assim mesmo, de-va-gar-zi-nho, sussurrando, gemendo, tudo, tudo na minha boca.

Fernando Oliveira.






26 de novembro de 2015

NÃO ME DEIXE IR, POSSO NUNCA MAIS VOLTAR.



Não gosto da ausência de quem eu mais preciso e nem sentir saudade de algo que não é meu por completo. Odeio sentir falta daquilo que me faz bem e viver distante do que eu mais quero. Tava tudo uma maravilha até eu notar algo de estranho naquele cara e comentar com a minha amiga o porquê d'ele ter mudado teu jeito comigo.
De uns dias pra cá já não éramos mais a mesma coisa, e, aos poucos, ele foi se distanciando e se apagando de mim. E eu não me dou bem com isso, prefiro que vai embora de uma vez e não aos poucos. Ou some da minha vida ou nem aparece. Ir embora devagarzinho vai me cortando toda por dentro, e foi isso que ele fez. Foi partindo aos poucos, foi indo embora na calma como se eu não fosse sentir nada, mas já era tarde, eu já estava sentindo tudo.
Não me ligava durantes dias e as mensagens então, só respondia porque eu - A OTÁRIA - mandava. Na semana era super ausente e no final de semana era toda a minha saudade. Poderia não ter conhecido esse cara. Só aí então para eu não sentir essas borboletas revirando por todo o meu estômago e sim, saberia lidar com esses sentimentos que ele estava causando em mim.
Ele tinha uma mania feia de sumir quando eu mais precisava e aparecer quando eu já tava te tirando da cabeça. Parecia que ele sabia o que eu tava sentindo e surgia quando eu menos esperava, (igual naqueles filmes americano que o cara pula a janela e cai no quarto da garota dizendo coisas bonitas e a coitadinha acreditava em tudo novamente. Tudo bem que ele não teria coragem de fazer isso, mas ele dava um jeito de aparecer dizendo aquelas coisas bonitas que toda garota precisava ouvir, olhando com aquela cara de dengo precisando de carinho e eu, garota sensível e carinhosa, aceitava, perdoava e acreditava em tudo de novo). Tadinha de mim, tenho um coração mole. Não tenho culpa.
Alí estava eu, boba de acreditar em tudo de novo e bagunçando o próprio coração. Só aí então que eu notei que não era ele que tava fazendo a bagunça aqui dentro, e sim, Eu. Meu coração estava igual o meu quarto bagunçado. Tinha dia que eu acordava disposta para arrumar, mas a bagunça era tão grande que eu deixava para o outro dia. Fiz isso com o meu coração e me fodi. Sempre deixei para arrumar no dia seguinte e acabou acumulando esse entulho aqui dentro. E para arrumar essa bagunça toda não tinha que ser minha irmã, minha mãe, minha amiga ou meu pai e muito menos aquele cara que tanto bagunçou, pois tinha que ser Eu, a própria que deu a liberdade d'ele fazer toda esta zona.
Eu esperei tanto por uma atitude e resposta que nunca chegou da boca daquele cara, então não tinha por que eu esperar ele querer vir arrumar a bagunça que deixou ao sair, por que esse cara é mais relaxado que qualquer outro ser na terra, pois ao arrumar, ele vai querer bagunçar mais ainda. Decidi fazer igual eu faço na minha própria casa, pois tenho toque da limpeza desde pequena e odeio ver as coisas sujas e fora do lugar. Costumo arrumar tudo para então me sentir bem, e claro, farei isso com o meu coração, chega de dar a vassoura e a pá para ele varrer, sendo que ele tá sujando mais. Agora é comigo. Agora é tempo de eu mesma me limpar e jogar pra bem longe esse entulho acumulado.
Fiz de tudo por nós e por ele. Até aquilo que não estava no meu alcancei, eu tentei fazer e arrumar. De todos os jeitos fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria o amor dele. Certo? Por inúmeras vezes eu o amei mais do que devia. E me pergunto: ''E ele?'' Aceitei todas aquelas verdades e anulei as minhas. Fiquei quieta. Fui aceitando e compreendendo tudo do jeito dele, como se nada tivesse acontecido. E ele? O quê ele fez? Fez porra nenhuma. Jogou-me para o alto. Jogou nosso ''amorzinho'' para o alto e sumiu.
Mas eu, Mulher madura o suficiente para encarar a vida sem precisar de homem algum, aceitei, concordei e superei. Vou deixar ele procurar em todas por aí o que ele só vai achar naquela garota que tanto lhe deu valor e que tanto te ajudou quando precisava, que era Eu, a própria. E quando ele realmente cair na real e perceber tudo isso que perdeu, será tarde demais. Não vou mais esperar que nem uma coitada. Chega! Não existe só um Homem no mundo e não dependo só dele para ser feliz. E juro, que quando ele aparecer de novo com aquela cara de safado e sínico dizendo: ''Oi, sumida. Saudades.'' Eu vou mandar ele se foder, e sem vaselina!!!
Fernando Oliveira.

16 de novembro de 2015

O AMOR QUE ME ENCONTRE II.

Photo: Queila Silva.



Não há sentimento de desespero e nem aquela vontade absurda. Acredito que na vida tudo tem o seu tempo certo para acontecer e só irá acontecer quando for a minha hora exata. Quem sabe hoje, ou semana que vem, aparece o meu amor? Vai que um dia eu acorde de manhã, vou ao mercado e encontro o meu amor verdadeiro? Eu sempre soube que o amor gosta de encontrar pessoas e que ele me encontre quando for o dia certo para me encontrar. Pode ser na esquina da minha rua ou até mesmo no barzinho lá do centro. Na fila do mercado, ou dentro do ônibus. Não existe lugar certo para encontrá-lo, o amor aparece despercebido. E quando aparecer, que ele fique quando for o seu dia certo para ficar. Que ele permaneça quando eu mais precisar. Meu amor não tem idade, nem boniteza. Quero que meu amor venha simples, verdadeiro e simpático. Gosto dum amor desengonçado, bobo e palhaço. Amor sério me cansa. Gosto dum amor feliz, risonho e brincalhão. Amor quieto não me completa. Gosto dum amor esquisito, estranho e diferente. Amor normal não faz meu tipo.

Por enquanto me cuido, claro. Me preservo, sempre. Cada dia que passa me sinto mais forte e sorridente, mesmo sentindo saudade. Vezenquando batia um desespero danado de ter alguém. Outra hora faltava me enlouquecer quando a carência chegava num domingo à tarde. Mas me controlava. Sabia que era só vontade e não necessidade. Não podia voltar a cutucar aquela ferida que um dia me machucou. Sabia que não podia ligar para aquela ex que não queria nada comigo. Sabia, de verdade, que não podia ir atrás de alguém que nunca me assumiu só por estar na carência. Minhas vontades gritavam aqui dentro mas meu coração batia e falava mais alto: Não. Não e não. Muita calma!


Aprendi que o segredo da vida é ter calma. Calma em tudo. No trabalho, em casa e principalmente, na vida amorosa. Para ter meu amor ou um amor, é aos poucos. Quando o amor vem com pressa ou eu vou com muita pressa, dá tudo errado. É de pouquinho em pouquinho que a gente conquista um coração de alguém. É de pouquinho em pouquinho que as coisas acontecem. Uma-coisa-vai-juntando-na-outra, umas palavras vão se encaixando na outra, uns abraços vão se apertando no outro, um beijo vão se molhando no outro, e na hora certa, quando pensamos que não, de dois corações se conhecendo, acaba virando um só. E se eu ir com muita sede ao pote eu mesmo posso acabar me afogando. Eu me acalmo, me entendo e me sinto. Não apresso meus momentos. Meus momentos são unicos, então, aproveito-os. Respiro fundo, espero e curto.

Dia desses pintou um coração querido de outra cidade. É longe, mas não impossível. Quando se trata de amor e de querer, não existe distância. Não tem tempo ruim, ou dinheiro que nos falte. A gente dá um jeito. A gente dá nossos pulos. Meu amor apareceu no tempo certo. Talvez agora, depois de tanto ferir o coração e ferir alguns corações, eu aprendi. Levei tudo como experiência e aprendizado. De todos dias ruins e bons, absorvi algo de bom. E sei que agora seja o meu dia de amar e de cuidar de alguém. Tá na hora de ter alguém por enquanto, não só-prá-de-vez-em-quando. 

Eu nunca disse não para ela. Se estou aqui aprofundando-me em nossas conversas pensando no futuro é porque eu quero algo à mais. Se insisto em falar do assunto sobre nós é porque eu realmente quero. Só não quero se sinta insegura de não poder dar certo e nem crie ilusões para si mesma, imaginando o fim e o medo de perder-me. Sou todo errado, eu sei. Enrolado, também. Mas eu tenho um bom entendimento sobre a paixão, sobre o amor e sobre o meu coração, e sei  também, que um dia você irá conhecer isso tudo. Então não tenha pressa baby, me espere que por amor a gente muda.

Fernando Oliveira.

12 de novembro de 2015

NO FUNDO, SÓ QUERIA O SEU BEM.




Eu sempre fiz de tudo para que você ficasse feliz pelas minhas atitudes, ou seja, eu sempre quis te ver bem. Eu fazia o impossível para que a gente - mesmo com essas brigas por ciúmes da minha parte - depois de conversado, ficássemos na paz. Sou ciumenta, sim. Exagerada, um bocado. Esse é meu jeito de ser e de cuidar de quem eu gosto. Sinto ciumes de tudo e você sempre soube disso. Eu fiz de tudo para o nosso amor ficar tranquilo. Eu ignorava muitas coisas desnecessárias para não causar outra briga boba que deixasse a gente mal. Eu fingia fechar os olhos diante de muitas coisas só para que a gente ficasse em paz. No fundo, eu só queria a gente bem.

Você pedia para eu dormir na sua casa e eu fazia de tudo para ir. Você pedia para eu te ver na esquina da sua rua e eu sempre dava um jeito. Eu não tinha tempo ruim, o ruim era só ficar longe de você. Lembro que até te ajudei a pagar umas contas quando as coisas apertaram pro teu lado. Lembro que até te dava uns conselhos e mandava você abrir os olhos para as suas amizades que estava ao seu lado só por interesse. Lembro também que até te dei uns tapas nas costas fazendo com que você acordasse e notasse que até alguns familiares seu, próximo de ti, perto de nós, estava agindo com falsidade contigo e que não seria uma boa companhia para o nosso churrasco no fim de semana. Até deixei de fazer alguns compromissos só para ir correndo aos teus braços, cara. No fundo, meu tempo era todinho seu.

Todos notavam que eu estava vivendo minha vida pra você e para nós. Não tinha dúvida alguma de que você seria tudo aquilo que me faltava. Todos amigos e familiares percebiam que eu era a mulher da sua vida, mas só você que não notava. Nós tínhamos tudo para dar certo até chegar aquele dia em que você me pediu um tempo. Falando todas aquelas desculpinhas esfarrapadas que a faculdade e o trabalho estava roubando suas energias e que o nosso relacionamento estava te prejudicando nisso e que ficava sem cabeça para poder por as coisas em ordem. E desde quando uma relação prejudica tanto assim? Desde quando eu queria o seu mal sendo que fiz de tudo para te ver bem? Desde quando um namoro impede você de trabalhar e estudar? Desde quando fui contra suas vontades? No fundo, minha vida não era minha, era sua.

Eu só queria te ajudar, cara. Eu era o seu amor e te cuidava tanto. Um amor serve pra isso: pensar no futuro do companheiro. Crescer juntos. Ajudar quando precisa. Apoiar quando tem dúvidas. Dar forças quando não se tem. Abrir os olhos do companheiro quando alguém está na maldade. Amor é lealdade, fidelidade e companheirismo. E eu fui isso tudo pra você. Eu fui mais do que eu podia. Eu fui bem mais aquilo que eu esperava ser ao entrar nesse barco contigo. Sabia que seria uma experiência nova e que eu podia encarar e que valia muito à pena. No fundo, só queria que você não me deixasse nesse barco sozinha. 

Eu não queria te dar um tempo, eu queria ser o seu tempo. Não se pede tempo quando se ama alguém, ainda mais naquele tempo que eu estava decidida, apaixonada e boba por você. Talvez você nem me amasse tanto assim na intensidade que eu te amava e te queria por perto. Ao saber que queria um tempo para nós me doeu nos nervos. No coração. Lá no fundo. E eu não poderia aceitar isso, pois sabia que se eu aceitasse seu tempo, nossa relação iria esfriar e jamais voltaria como era antes. E tempo não se pede. Tempo não resolve a relação de ninguém, pelo contrário, esfria, perde o gosto e acaba com tudo. No fundo, não queria te dar o tempo, eu queria mais o seu tempo.

Mas notei na sua forma de me tratar, notei em todos os seus olhares, nas suas vontades e vi que já não era a mesma pessoa. Você insistiu tanto nisso que eu me toquei, acordei pra vida e percebi que o seu tempo não era ao meu lado. Por que, desde o começo, meu tempo era todo seu e o tempo que você tinha nunca foi pra mim. Tudo que você pedia eu dizia sim. Tudo que você queria, eu fazia. E o único dia que eu quria que você ficasse mais um pouco na minha vida, você se foi. No fundo, eu percebi que você não tinha mais coragem de remar no mesmo barco que eu, e vi também que o seu tempo não era mais pra mim, e bem profundo mesmo, hoje, eu só preciso do meu tempo.


Fernando Oliveira.

5 de novembro de 2015

MEU TEMPO NÃO SE MEDE EM RELÓGIO.



Viajo de buteco em buteco nos bairros da minha cidade enchendo meu copo de cerveja acompanhando, absorvendo e me afundando nas conversas sinceras de meus camaradas.

Levo, às vezes, amigas para as baladas da cidade para uma simples distração momentânea fazendo com que, ali, sintam-se à vontade e longe do strees que tanto vive lhe atormentando.

Quando dá, vou jantar com uma paquera, tomar um vinho, ou uma breja para fugir da mesmice e não só por uma noite de sexo. Mas sim para jogar conversa fora e sair da rotina.


Leio diariamente o site de Carpinejar e quando sinto um escrúpulo nas madrugadas vejo suas entrevistas no qual tento absorver sempre - algo bom - de suas sinceras palavras. Pois cada livro lido de sua autoria entendo mais sobre como tentar decifrar/interpretar/traduzir/desembrulhar as mulheres.

Virei assinante do Folha de S. Paulo só para ler os textos que Tati costuma escrever todas as sextas. Acompanho suas histórias desde quando ela acreditava no amor ou que ainda - tinha - chances de ser amada. E cada texto escrito e sofrido por ela tenho mais certeza de que alguns homens não dão valor à mulher que tem.

Frequento festas em família e com um copo de bebida na mão, de canto, observo em cada um a sua catadura, semblante, visão, postura, palavras, atitudes e desespero ao entulhar seus corações de bebidas.

Converso com tias e primas para saber como estão indo em seus relaciomentos e se lhe faltam algo, ou se, estão satisfeitas com aquilo que tem. E de todas as respostas, absorvo algo bacana.

Leio desabafos de amigas que estão sofrendo por um amor antigo e também, de que estão felizes com o seu amor atual diariamente, para enfim, tentar ajudá-las com conselhos e palavras para ver se assim, sintam-se com seus corações confortáveis. E de cada conversa examinada e produtiva, guardo algo de bom aqui dentro.

Recebo mensagens diariamente de pessoas que não conheço pedindo ajuda e conselho do que fazer ao passar por uma situação difícil. Leio, compreendo, ajudo e procuro acalmá-las.
Cá entre nós, passei a olhar minha vida de um jeito bonito, mesmo com este mundo feio. E mesmo com pessoas egoístas, mal-educadas, invejosas, preconceituosas, falsas, infelizes, eu nunca deixarei de ser Eu para agradar os outros. E ajudar quem precisa da minha pequena ajuda nesta vida, me toma conta.

E sobre isso tudo citado anteriormente; bares, conversas, bebidas, amigos, amigas, família, conselhos, desabafos, ajuda, coração, sexo, jantar e vinho, que - claramente - fazem parte do meu dia-a-dia, absorvi e ainda absorvo tantas coisas boas e ruins para enfim, tirar uma conclusão de que nesta vida, eu, Fernando Oliveira, sou só um cara perspicaz e observador. E fazer bem para as pessoas mais próximas me fascina.

Fernando Oliveira.

3 de novembro de 2015

MEU AMOR APARECEU NA HORA ERRADA.

Fake

Era um amor fora de época, sabe. Um amor que não era para acontecer agora. Ele poderia ter me encontrado daqui uns 2, 3 ou até uns 4 anos, mas não queria que me encontrasse hoje neste estado: incompleta. As coisas estão acontecendo tudo muito rápido e eu não estou pronta para isso. Ainda tô machucada do antigo amor que não tenho coragem de me entregar de novo. Ainda sinto dor da antiga paixão que não tem remédio que cure. Meu coração ainda nem cicatrizou então não quero que ninguém o cutuque. Tô cansada, sim. Levo dores e saudades aqui dentro. Meu coração tá que nem uma pedra de gelo. É só chegar uma pessoa quente que ele se derrete todo. Vira água e ninguém consegue segurar-pegar-guardar por que chega a transbordar por todos os cantos. E toda vez que alguém bacana demais chega na minha hora errada querendo tomar meu coração, eu me derramo toda, e nunca dou conta. 

 Sobrevivi de um relacionamento que me fez me sentir a pior pessoa do mundo e voltar a acreditar nisso tudo novamente não vai ser tão fácil assim. Tô em uma fase de se cuidar e me querer. Tô dando mais atenção no meu estudo e no meu trabalho. Tempo atrás dispensei amigos/as que eu jamais imaginaria longe só por causa de um amor, e quando meu amor se foi, não sabia onde meter a cara para os meus chegados, pois não tinha mais ninguém. Realmente só ficaram do meu lado os verdadeiros que aceitaram a minha volta. Voltei sem coração, sem sorriso e só queria um ombro amigo para poder me ouvir e me proteger de tudo isso que aguentava sozinha. Não fiz questão dos outros que se foram embora de próposito, de birra e de ciúmes. Sabia que ficariam poucos depois disso tudo, e esse pouco que eu falo é muito. Hoje eu sei quem sempre esteve do meu lado quando eu tava bem e quando eu tava na pior. 

E você? Ouso-me falar de ti. Tu chegou no seu momento certo, mas na minha hora errada. Eu não vou te prometer nada e também não quero apressar as coisas que está prestes à acontecer. Hoje ando tão de boa que só vou deixando as coisas fluírem. Sem esperar nada de ninguém e nem fazer promessas para não me dar mal novamente. Então, tenha paciência, me espere, me ajude e me cuide. Quem sabe mais pra frente seja o nosso dia, nosso momento e a nossa hora. Enquanto isso vou me amar e me cuidar. Desculpa a sinceridade, mas eu sou assim. Pra quem já sabe o final de tudo é melhor evitar antes que, quem saia na pior seja você. Tô com o coração ferido, e coração ferido pode ferir outros corações. E você, um cara bacana, não quero lhe ferir, lhe magoar e nem te fazer ficar triste por não dar o que precisa. Mas tô bem, claro. Só não tô pra isso aí que vocês chamam de paixão.

Eu vou me cuidar, prometo. Irei me amar mais, claro. Hoje ainda sinto dor do que perdi mas sei que essa dor vai passar. E sobre essa dor não quero sentir quando estiver contigo. Não quero compartilhar minha dor passada contigo. Para entrar em um amor, eu preciso esquecer-deletar-fugir do outro. Por isso, me espere e me cuida aos poucos também. Tenha paciência e calma por que agora estou carregando uma ferida muito grande. Tô cuidando dela pra você. Tô querendo que ela sare pra você. Passo remédios todos os dias para cicatrizar logo e que eu esqueça de vez dessa atormentação, para enfim, cair inteira em teus braços, sem dor, sem receio, sem medo, só com amor e completa pra ti.

Queria eu algum dia poder demonstrar tudo que tenho dentro de mim, pra ver se alguém iria me segurar. Queria eu algum dia poder dizer tudo que sinto de mais bonito, pra ver se alguém me aguentaria. Queria eu poder contar todos os meus segredos um dia desses, sem ser usado como uma arma para me atingir lá na frente. Queria eu poder desvendar o meu lado mais secreto e sensível, sem me arranhar todo por dentro. Queria eu, um dia, amar intensamente alguém, sem se preocupar com o para sempre, mas sim, aproveitar o por enquanto. Queria eu algum dia entregar meu coração para alguém preenchê-lo de fidelidade, sem ter medo ou receio de me machucar novamente. Queria eu saber o que eu quero. Queria eu, poder me encontrar, sem me perder aos escombros. Queria eu encontrar o meu par de asas que um dia, por descuido, sequer voou. Queria eu amar sem limites e definições. Ainda insisto nesse meu querer das coisas. Mas na verdade, cá entre nós, hoje eu só queria Eu mesmo, para sempre.

Fernando Oliveira. 

16 de outubro de 2015

NOSSO AMOR MORREU NA ESQUINA.


Photo: Yasmim Félix.



Sabe quando você acorda numa sexta-feira linda e completamente decidida em dar um pé na bunda de quem tanto pede para você fazer isso? Sabe quando o cara não tá mais dando aquela moral e nem o valor merecido e tá louquinho para ser mandado para a puta-que-te-pariu? Sabe quando você acorda de um pesadelo e realmente pra vida? Sabe quando você acorda se amando e nota que o mundo tá tão bonito lá fora e que não vale à pena se entristecer por homenzinho nenhum? Sabe do que eu tô falando? Então. Hoje eu acordei assim, decidida. Pronto pra mandar um filha da mãe pra bem longe. Não é porque eu quero não, até por que, nunca fui tão má assim. É por que ele pediu mesmo. É porque ele quis. E vi também que a trouxa dessa história toda, era eu. Mas a bobona aqui acordou. A ficha da bobona caiu após ser tanto enrolada. Demorou, claro, mas agora eu acordei. 

Levantei mais cedo hoje, passei o café, vesti a roupa mais leve que tanto gosto e dei play na minha música favorita. Eu queria algo bem leve e tranquilo para ouvir, então ousei me entupir das palavras de Ana Carolina. Aquela voz serena que me passava tanta tranquilidade fez com que eu ficasse com a alma leve e com o coração voando. Nasci de novo, sim. Me tornei uma nova mulher, sempre. Tem dia que a gente tem que renascer e começar do zero. Acordei de um pesadelo que eu achara que não tinha mais fim. Até por que se dependesse de mim não teria fim mesmo, mas eu vi, notei, observei, que se eu não acordasse disso tudo, iria acabar morrendo ou me matando. Foi aí que, sentada no meu sofá, abaixei o volume do som, peguei o meu celular e liguei para aquele canalha.


Deu o primeiro toque e caiu na caixa de mensagem: 

 Porra! Será que ele tá dormindo? Vou ligar de novo. 


Chamou, chamou, chamou e na hora quando eu iria desligar ele me atendeu:  Oi amor.

Ele era tão sínico que depois de tanto tempo sem falar comigo, achando que tá tudo uma beleza sem estranhar minha ligação pela manhã numa linda sexta-feira teve a coragem de me chamar de amor? hahahahahaha, tá de brincadeira mesmo. Vamos ao que interessa!

Eu, com pensamentos positivos e sabendo exatamente o que dizer sem querer voltar atrás daquilo que eu pensava e sem querer desviar sobre o assunto que iria ser tratado, já fui logo falando:


― Eu notei que este amor não iria durar muito tempo. Era um daqueles amores que a gente sente que não dá para ir mais adiante. Era um daqueles amores frios que mesmo se a gente esquentasse, já não tinha o mesmo gosto. O sabor do nosso amor tinha ido embora com o tempo. O sabor do nosso amor tinha perdido o gosto por tanta enrolação da parte dele. O sabor do nosso amor tinha acabado assim que eu descobri coisas inesperadas que jamais esperaria que um dia, você chegaria a fazer por mim, cujo uma pessoa, garota como eu, mulherona, linda, decidida, cabeça, tranquila, impaciente às vezes, porém, o mais precioso e necessário para um relacionamento, eu dei para você.


 ― Amor, calma... Peraí... escu...

― Escuta nada!!! E você? Sabe o que você fez? Você deixou nosso amor perder o gosto. Que burro, cara! Inútil. Sim, hoje dá vontade de te xingar de tudo quanto é nome. Mas eu não cheguei à este nível e jamais iria me rebaixar diante de um tremendo babaca como você. Realmente eu fiz de tudo e por onde para agradá-lo, e vejo que hoje, não vale à pena sair crucificando-o numa parede porque eu sou mais Eu. Sim, eu me garanto. Eu bato no peito e repito quantas vezes quiser.

Tenho certeza que este sabor de amor novo que a gente tinha tu não vai encontrar tão fácil por aí. Nosso sabor era doce, mas não era enjoativo. Nosso amor era tão saboroso que dava vontade de querer mais. E olha agora? Já nem sinto gosto algum. Nosso amor tá sendo como ir tomar água só para matar a sede depois de correr no quarteirão do bairro. Isso tem sido as vezes em que tentamos sentir nosso gosto indo para cama fazer sexo. Fazer sexo, sim. Já não chamava mais aquilo de amor porque nem gosto tinha, era só vontade mesmo. Depois eu voltava para minha melhor amiga e falava: ''Vou dar um pé na bunda dele, juro.'' E você voltava e falava para a sua mãe: ''Vou te apresentar ela mãe, muita calma.'' Esperei isso por uns dois anos ou até mais, mas você acabou me trocando por uma dessas vagabundas que a gente vê nas esquinas entrando em carros diferentes todo final de semana que nem sabor mais tem por serem degustadas por tantos. E tenho certeza que o sabor doce e saboroso que você tanto adorava em mim, nunca irá encontrar nessas raparigas amargas e azedas por aí.


― Me escu...

― Não! Não quero mais saber de nada sobre você e nem se você tá bem ou tá mal. Agora já não me importa mais nada. Você teve tanto tempo e tantas oportunidades para falar de você ou tentar se explicar e não aproveitou. Agora que já não me acrescenta mais nada, não irá adiantar. Eu vou seguir minha vida como eu sempre segui antes de você chegar. O nosso sabor morreu. E morreu duma tal forma que eu jamais esperaria. Mas só foi o nosso sabor, pois o meu sabor, de mulher malandra, de mulher guerreira, de mulher de postura, ainda está comigo e eu nunca vou perder, babaca.


tum... tumm... tummm...




Fernando Oliveira.

14 de outubro de 2015

QUEM DISSE QUE AMORES ETERNOS SE PERDEM?





Photo: Nathália Secafim e Kaique Cardoso


Eu até lembrei dela esses dias vendo algumas das nossas fotos bem antigas mas eu já não sentia aquela saudade como antes. Claro que me restava boas lembranças do tempo em que nos conhecemos e quando a gente ficava escondido no colégio. Nós éramos tão bobos e inocentes que tínhamos medo de tudo e principalmente de alguém conseguir descobrir o que a gente ''tinha''. 

Mas eu gostava, claro, ela também. Era um segredo que a gente guardava só para nós. Mas só deixou de ser segredo quando a gente não conseguiu esconder o que sentíamos e acabou transbordando dentro de nossos corações. Era uma troca de olhar aqui, outra ali. Um abraço aqui, outro abraço ali. Um beijo roubado no fundo do corredor, outro, na fila da cantina. Um abraço no ínicio da aula, outro na hora de ir embora. Quando a gente pensou que não, todos já estavam sabendo e perguntando: - Vocês estão namorando?  

Ainda me lembro quando ficavámos depois da saída do colégio, já era tarde e nem notavámos a hora passar. Parecia que quando ficavámos à sós longe das pessoas o mundo parava e ao mesmo tempo a hora passava tão depressa. Lembro também daquela carta em que mandei para ela através de uma amiga que era a única pessoa que sabia da gente, pois eu era super tímido, então para eu não me derreter de amores e de tanta timidez diante daqueles olhos que eu era apaixonado, mandava cartas através de alguém. 

Mas claro, como eu já esperava, teve desencontros. Sabia que ao sair daquele colégio cada um iria para um canto do mundo seguir outra vida, outros amigos, outros lugares e outros amores. Sabia que a distância iria acabar nos afastando. Sabia que o destino era pilantra e iria levar cada um para um lado sem sequer saber que ali estava nascendo um novo amor e nem o que a gente sentia um pelo outro. Mas eu sabia que eu não deveria nunca acreditar no destino, pois ninguém nunca soube e nem sabe sobre o dia de amanhã.

E dentro desses dias, numa tarde chegando ao fim, me peguei pensando nela e tudo isso que fazíamos no colégio. Bateu uma nostalgia e uma saudade daquilo que fomos que eu lembrei tão tranquilo e vi que, automáticamente, de canto, me escapou um sorriso daqueles de que tudo que aconteceu entre nós naquele tempo de colégio valeu à pena.

Até pensei que ela já estava namorando ou até mesmo que já tinha casado que era tudo que ela queria. Pensei que já estivesse bem resolvida de vida por que sempre foi uma mulher cabeça e decidida. Pensei que já tinha conhecido outros países como sempre sonhava em conhecer. Pensei que estava sendo a garota mais feliz como sempre quis ser. Pensei que ela nem pensava e nem lembrava mais de mim. Pensei que jamais iria voltar a me procurar toda vez que me perdia. Pensei tantas coisas sobre ela nesses dias que acho que ela sentiu de longe. Já ouvi falar que quando alguém fala tanto da gente, nossa orelha começa a ficar vermelha e quente. Então a dela podia estar pegando fogo de tanto que eu falava. 

Quando eu penso que não, numa quarta-feira já quase para chegar ao fim, ela me apareceu do nada. Tomei um susto ao vê-la. Suspirei, respirei e tremi tudo ao mesmo tempo. Meu coração pulsava e eu não sabia como abraçá-la e nem beijá-la no canto do rosto, pois tínhamos nos perdido e nem sabíamos mais como a gente se adorava. 

Notei bem a sua postura e o seu jeito de falar. Ela já nem olhava mais em meus olhos, pois estava tímida diante da minha presença. Parecia estar tão cansada da vida mas era só do trabalho e dos estudos. Seus dias eram corridos demais então ela levava o cansaço sempre do lado. O cabelo continuava longo que eu sempre adorava. As unhas sempre bem feitas que eu tanto admirava. Estava mais alta do que era mas eu sempre fui o maior. O jeito de andar e o rebolado continuava o mesmo. Realmente ela estava, ainda, incrível. 

Mas faltava algo nela que eu percebi na hora. Era um vazio dentro do seu coração que eu deixei desde quando nos perdemos. Mesmo ela tentando se completar por aí com outros amores, o que mais lhe fazia falta era o meu. Entrou em muitas furadas da vida e acabou escapando. Fez seu próprio coração sangrar tentando agradar alguém. Fez de tudo para fazer alguém feliz mas nunca foi recíproco e sempre se dava mal. Seus amores apareciam pela metade. Daí notei que, de tanto Ela ser Ela com os outros, as pessoas acabaram roubando tudo que ela tinha de bom e a deixou completamente vazia. Notei também, que ao me procurar agora, o que ela mais queria mesmo, era se encontrar. E para ela se encontrar, ela, primeiramente, precisava me encontrar para então se achar dentro do meu amor que tanto senti um dia por ela. E a única pessoa que podia fazer ela sentir a ser ela novamente era Eu. E ela voltou, desorientada e vazia. E claro que eu jamais iria deixá-la ir embora de novo ou se perder de mim. Aceitei, ajudei, compreendi e amei. E fiz ela se sentir a mulher que sempre foi quando estava comigo, sorrindo, decidida e ainda com vontade de conhecer todos os outros países por aí, mas ao meu lado.


Fernando Oliveira.









6 de outubro de 2015

ENFIM, O PEDIDO DE NAMORO.




Aconteceu tudo muito rápido. Sentimentos quando são bons, eles nem pedem licença e já chegam tomando conta da gente por inteiro como se não tivesse escapatória alguma. Foi tiro certo. Na lata.

Depois de muito tempo sem dar prioridade aos amores que surgiam, sem dar espaço ao romance, sem me preocupar em arrumar alguém, sem me envolver ou querer me apaixonar enchendo meu coração dessas coisas que vocês tanto adoram e voltar a sentir tudo aquilo que um dia eu já senti, Ela apareceu. 

E apareceu tão simples e tão natural que jamais eu imaginaria que um dia eu podia chamá-la de meu amor ou até mesmo de minha namorada. Não acreditava que voltaria a sentir tudo isso e nem imaginaria que alguém ou - ela mesmo - me fizesse sentir ou despertaria aquilo de mais bonito que estava tanto tempo escondido aqui dentro. 

Depois de tantas decepções e relacionamentos quebrados, eu me anulei e me fechei como se não tivesse mais vontade alguma de conhecer pessoas. Tinha preguiça de voltar a acreditar naquilo que o mundo chamava de amor. Não depositava tanta fé nisso. Mas foi aí que encontrei ela, com aquele sorriso sincero, palavras certas, atenção merecida, carinho recíproco e abraço apertado que me fez voltar a pensar que tudo podia ser diferente e que eu ainda podia voltar a sentir tudo aquilo que um dia eu senti, cujo, alguém, um dia não deu valor. 

É muito bom quando uma pessoa te trata como única. É bom ser especial para alguém. Pois quando a pessoa realmente gosta de ti, ela faz de tudo. Ela quer o seu bem. Ela te protege. Ela te ajuda. Ela te fortalece. Ela faz de tudo para que você se sinta bem, para então, ela se sentir melhor ainda. Muito bom ter alguém que não inventa desculpas para ir te ver, para sair contigo, para ficar com você. A melhor coisa na vida, e no ínicio de uma relação amorosa, é isso: A vontade de estar juntos. A fome de amor. A saudade do beijo e do abraço e o amor que foi criando aos poucos e que se depender dos dois, não morrerá tão cedo. Isso é tão bonito. E a gente estava agindo assim. Tudo estava acontecendo tão depressa, que quando eu menos esperava, ela já estava me chamando de amor e de vida, me considerando um alguém bem importante. E eu, claro, peguei o embalo. O carinho e a forma de tratar querendo cuidar um do outro era recíproco. 

Ao ficarmos tanto tempo nos falando, rezávamos e esperávamos ansiosos para o fim de semana chegar e a gente matar aquela saudade que estava nos matando. Pois na semana ficavámos distantes em corpos, mas perto em corações. E mesmo distante, a gente se completava em mensagens e telefonemas. Eu a sentia do meu lado e ela me sentia bem pertinho, mesmo estando bem distante um do outro. Ela trabalhava de segunda à sexta e eu também. E não dava pra gente se ver todos os dias. Então tinha esse intervalo para que a nossa saudade e vontade um do outro aumentasse. E aumentava muito. E com um esforcinho aqui, outro esforcinho ali, a gente acabava se encontrando depois do trabalho. Mas era coisa rápida. Não importava se era cinco segundos, a gente só queria se ver. Eu até brincava: - Ah, pode ser 5 minutinhos. Nem que eu veja você lá dentro do ônibus indo embora me dando um tchauzinho com a mão, tá bom. - E ela: - Vamos, vai. Te encontro no ponto, te dou um beijo e você vai embora. - E a gente dava tanta risada disso. Era tão bom sentir que eu, para ela, era tão especial. E que a gente dava jeito pra tudo e que distância nenhuma nos impedia de nada porque o coração e o amor que estavámos sentindo um pelo outro era bem maior que qualquer coisa no mundo. 

As apresentações aos familiares surgiram inesperadamente e sem ninguém forçar nada. Quando fui ver ela já estava dentro da minha família e eu, da dela. Foi tudo natural e automático. As coisas acabaram acontecendo tão rápido que quando a gente pensava que não, estavámos divindo a mesma cama e o mesmo lar em um único amor. Nossos corações já estavam grudados em pele. Não tinha escapatória. Não tinha mais como esconder e nem para onde correr. O que eu tava sentindo por ela era mais imenso que eu. Não tinha mais segredo e nem esconderijo para escondê-la, há não ser no meu próprio coração. E eu cuidava... cuidava como se fosse a minha filha. Dava de tudo... de tudo que ela queria e precisava. 

Foi então que um simples dia amanheceu e eu acordei ao lado dela. Satisfeito e feliz. Levantei assim, decidido. Sabendo realmente do que eu queria. E tudo que eu mais queria, ela era. Mas eu já tinha ela comigo, e para me sentir mais aliviado, eu precisava mais do que aquilo que já tinhas. Então botei na cabeça que neste dia, ao acordar do lado dela, era o dia de eu dar o bote. De eu ir pra cima. De eu me entregar. De eu assumir o que eu tô sentindo e pedir a garota dos meus sonhos em namoro. Levantei mais cedo sem fazer barulho e nem despertar aquele sono que ela estava. Fui até a padaria da esquina comprar nosso café da manhã. Trouxe pão de queijo porque era o predileto dela. Preparei um chocolate quente que era o que ela mais gostava. Coloquei tudo em um prato largo, e de canto, alguns biscoitos. E subi para o quarto, com o coração pulsando, pernas bambas e as mãos tremendo. 

Despertei o teu sono delicadamente com um beijo e disse: 
- Amor, acorda. Trouxe teu café! 

Foi tão lindo olhar ela acordando com uma cara de estar dormindo dois dias seguidos, completamente descabelada e  com vergonha de eu vê-la assim desse jeito. Então foi que ela, rapidamente me disse tentando se esconder: - Não me olhar, amor. Tô feia. E sorriu... sorriu agradecendo ao café da manhã dizendo que nunca alguém tinha feito isso para ela. Eu quem agradeci, por estar ali e por ela fazer eu ter vontade de lhe agradar daquela forma com todo meu coração. Ao comer aquele pão de queijo e tomar aquele chocolate quente, eu disse: - Ah, e tem mais uma coisa, amor...

Rapidamente ela comeu tudo. Estava ansiosa para saber o que eu queria lhe contar. Parecia que ela já estava sentindo o que eu queria dizer. Mulher tem um sexto sentido que nunca falha. E ela adivinhava todas as coisas que eu pensava em fazer ou falar. Loucura. Me deitei por cima dela e no meio de suas pernas, olhei profundamente em teus olhos que tanto brilhava de ansiedade e ao mesmo tempo de desespero, segurei tuas mãos que tanto soava de curiosidade e nervosismo, beijei-a com um beijo leve e disse: - Tenho muitas imperfeições, claro. Posso não ser o cara mais perfeito deste mundo e nem o príncipe que você tanto sonhou. Posso não ser um cara ''tão'' presente; não te buscar no trabalho e nem na faculdade; não te levar toda semana no cinema e nem viajar por ai nas praias mais belas do mundo. Mas uma coisa vou te dizer e eu tenho certeza... Eu posso ser o seu melhor namorado e fazer isso tudo. Aceita namorar comigo, amor?


Fernando Oliveira.