7 de julho de 2015

DEVORANDO LIVROS.


Fiquei quinze dias sem acesso a internet e dez dias sem o meu celular ativo. Notei que tenho uma outra vida aqui neste mundo obscuro, onde existe famíliares, amigos e uma paz tremenda à viver. Nessa ausência deste mundo viciante, dentro desses quinze dias, acabei devorando 5 livros enormes de meus escritores preferidos. Acho que quando nós nos sentimos meio que sozinhos e solidários assim, temos que nos entulhar de grandes histórias, felizes ou infelizes. Cá estou, forte nas palavras. Voltei com o coração entupido de inspirações. Comi muitas palavras estes dias que estou prestes à soltá-las neste vento frio que insiste bater. Estou musculoso de grandes e fortes histórias. A minha academia é a minha leitura. Os meus treinos são os meus livros. Achei que longe de tudo isso que nunca pensei em ficar sem um dia, seria perdido, e pelo contrário, foi mais que merecido. Foi uma paz. Um alívio que só eu sei. E aqui estou, desorientado e sozinho nesses dias chuvosos, aproveitando cada segundo sequer para me comunicar com os meus próprios livros e vocês ai, parada no tempo, insistindo em perder tempo amando a pessoa errada. Acordem amores, vão ler uns livros. Vão se alimentar de boas palavras, de lindas poesias, de novas canções, para então, amar-te.

Fernando Oliveira.

UM SUSTO ALEGRE.


Como de costume, sempre vou ao shopping aqui perto da onde eu moro. Lá tem um barzinho que tanto gosto, e sempre que tenho um tempo, passo por lá para tomar umas, mesmo que seja sozinho. Acho legal, as vezes faz eu pensar e re-pensar muito na minha vida. Lugar bom, público bacana e um som ambiente. Gosto dessas coisas assim, sabe... lugar calmo. Onde tomo uma cerveja, ou um vinho (dependendo do dia) e leio um livro que sempre carrego na bolsa. E um dia desses, depois do trabalho, sozinho, fui lá neste bar. Pedi um vinho e comecei a devorar um livro de Fabrício Carpinejar. Distraìdo e nadando dentro das històrias do caro amigo Fabrício, uma garota que eu não sabia quem era e que me conhecia mais do que eu mesmo aqui neste mundo virtual, sentou na cadeira à frente discretamente, bem segura, com um sorriso largo e simpática já foi logo dizendo:
― Eu acho que te conheço. Você é o Fernando, né? Desculpa o susto, é que ao te ver, deu uma vontade de vir aqui falar contigo e saber como estás e saber como és pessoalmente. Sou super curiosa em saber das pessoas, e quero saber mais de você. Pois te acompanho em segredo por um bom tempo.
Eu, meio que tímido disse: ― Sim, sou eu mesmo! ― E automáticamente dei uma gargalhada, pois parecia até mentira. Quem diria que uma garota iria me reconhecer e ter coragem de ir falar comigo? Fiquei feliz e surpreso e comecei a bater um papo com ela. Onde surgiram bastantes perguntas da parte dela em qual respondi todas, e dentro de todas essas perguntas, uma delas me chamou muito atenção e queria poder compartilhar este momento ''único'' aqui com vocês.
Ela, prestes à se despedir, disse: ― Calma, essa é a última! Sei que deve pensar que sou uma louca e desculpa por querer saber tanto. Você, pelo minha visão é um cara ''cabeça'' e tem uma personalidade enorme, queria que me responde esta pergunta: Você ficaria, namoraria ou casaria com uma garota/mulher que já tem filhos?
Achei super interessante a pergunta, no qual, respondi rapidamente: ― Claro que sim! Por que não ficaria-namoraria-casaria com uma mulher que já tem um filho? Qual seria o problema? Não teria problema algum. Quando existe amor, nada atrapalha. Quando existe vontade, nada impede. Meu amor, escuta só: Quem gosta realmente de uma árvore, tem que saber gostar de todos os seus frutos.
E ela chocada, abriu aquele sorriso enorme, levantou-se e disse: ― Obrigado! ― E foi embora como se tivesse ouvido uma resposta que tanto precisaste e como se tivesse tirado um peso enorme da sua alma e do seu simples coração. Amei!

Fernando Oliveira.