27 de agosto de 2015

ME ASSUMA, OU CORRA!


Eu não sabia o que éramos. Aliás, até hoje não sei. Na verdade, não sabia exatamente o que ele queria e nem o que ele sentia. Se era amor ou só aquela vontade passageira. Eu só sabia de uma coisa: Eu gostava. É, por incrível que pareça, eu gostava. E gostava tanto a ponto de parar o mundo para poder ver ele. De desmarcar compromissos para estar com ele. De deixar a amiga ir pra balada sozinha e ir pra casa dele. De mentir para os pais, dizendo que iria na casa da amiga, para encontrar ele na 1ª esquina. 

Quando eu perguntava sobre nós, ele rapidamente mudava de assunto. Quando eu queria um dia de carinho, ele queria sacanagem. Quando eu queria pegar um cinema, ele queria ir pra balada. Quando eu queria rosas, ele me dava uma nova lingerie. Quando eu queria abraços, ele me passava a mão. Eu odiava a falta de carinho dele, mas adorava aquela safadeza e ousadia junto daquele olhar sexy de galanteador nato que só ele tinha. 

Ele tinha eu por completa, mas nunca quis me assumir. Eu brigava e vivia discutindo por falta de sua atenção, mas ele não tava nem aí e resmungava dizendo que ia ser mais presente. Chegava o fim de semana, ele sumia. Quando me procurava, era no fim da noite. Segunda ou terça, me aparecia com aquela cara de pau dizendo: ''Oi-amor-tudo-bem-saudades-quero-te-ver'', como se nada tivesse acontecido.  Mas o que eu iria fazer sendo que era isso tudo que eu mais queria? Como dispensar aquilo que a gente tanto quer? Como dar tchau querendo um abraço? 

Lutei muito para me aprofundar e tentar criar um novo relacionamento que fosse saudável para nós. Me envolvi, mesmo com todo mundo dizendo que não seria um bom caminho para mim. Me entreguei de corpo e alma, mesmo dizendo para mim mesma que desta vez eu não iria me apaixonar. Doce engano. Nunca consegui controlar o coração. Tem coisas que me amolecem duma forma tão fácil, que não há saída ou escapatória, quando vou ver, buuuummm, é tarde demais.

Bati de frente e evitei pensar que poderia dar errado de novo. Encarei tudo isso, para tentar, dessa vez, dar certo. Cuidei, preservei e valorizei. Eu, quando gosto, faço essas coisas. Nada me impede e faz com que eu mude meus caminhos quando eu tenho um só pensamento que é de ser feliz e de fazer feliz. Foi aí que, num dia qualquer, peguei o amor que tanto queria, guardei numa caixa pequena, subi na cadeira da cozinha, coloquei bem no alto daquela estante antiga que já estava mofada de tão velha que era. E mesmo assim, quando eu menos esperava, o amor despencou. Caiu. Pufff. Lá de cima.

Sentia que ele não tava mais a fim e só me procurara para matar sua sede de amor. Sentia que ele não queria mais nada, há não ser, me por na sua cama. Sentia que estava sendo usada e servindo de passa-tempo. Sentia que, no fundo, ele não passava de um canalha, que me enrolou esse tempo só  por algumas noites de sexo. Sentia que, depois de ter esperado tanto, cuidado, preservado todo este tempo, fui uma tremenda otária por dispensar tantos caras por aí para, enfim, estar ao lado dele. 

Sabe quando nasce a raiva? Quando a gente pega o nojo? Sabe aquele ódio-rancor-receio-saudade-maldita que fica quando um amor que a gente tanto queria, chega ao fim? Vocês sabem do que eu tô falando? O fim. O fim, pô. Ele aparece do nada sem nos avisar. Chega e pummm, derruba geral. Não é? O pior fim é aquele que chega sem avisar. O pior fim é aquele que a gente pensa que nunca vai acontecer e acontece. O pior fim é o inesperado. E tem sido assim. O amor, quando acaba desta forma, parece que ele nunca existiu. Daí passa meses, você encontra a pessoa na-rua e já logo fala para a amiga: ''Porra, como eu consegui gostar duma merda dessa aí?'' 

Sabe quando a pessoa não tem coragem de te assumir? Quando a pessoa não sabe o que realmente quer? Quando a pessoa enrola a sua vida? Quando ela esconde todo o seu amor? Quando ela faz você esperar por uma resposta? Quando a pessoa não liga mais? Quando começa a ficar longe? Quando ela começa a conhecer outras pessoas? Quando ficamos parado no tempo esperando por uma resposta simples e importante? Sabe quando a gente se pergunta: Será que ainda vale à pena? E quando bate a saudade e a vontade de estar perto? E quando os amigos perguntam de nós? Se ainda estamos juntos? O que responder? O que falar? Um dia vou criar um novo status de relacionamento chamado: ''Ainda não sei o que somos". E levar para sempre comigo.



Fernando Oliveira.

26 de agosto de 2015

MEU AMOR NA FESTA DE FAMÍLIA.





Hoje te admiro de longe. E para matar essa saudade de ter te visto apenas uma única vez, eu fico aqui bisbilhotando todas suas fotos mais bonitas. Ainda lembro nítidamente desse teu olhar charmoso, que ao te ver andar sobre aquele salto alto, entrando por aquela porta, me encantou. Lembro claramente ao te ver sentada naquela mesa, jogando aquela franja de lado fingindo não me notar e disfarçando que não tava nem aí pra mim, me ganhou. Lembro também, ao te ver segurando aquele copo com aquelas unhas vermelhas de amor querendo me arranhar, me enlouqueceu. E eu ficava todo bobo e pensativo. Achando que nunca mais iria te ver na minha vida. E mal sabia que todos aqueles olhares que te dei e você desviou-os-seus, era por tímidez. Mal sabia que todas as vezes que desviava o teu olhar, era pra eu não ver, pois queria me olhar em segredo. Mal sabia que aquela jogada de franja, era um charme para eu te notar. Mal sabia que ao passar por aquela porta, de salto alto, olhar findado, você já tinha me notado bem primeiro que Eu, e quem tava a fim, era você. Em todos esses meus pensamentos mais doidos e minhas vontades absurdas, te espero encontrar de novo por aí, nem que seja num barzinho do teu bairro, ou aqui mesmo dentro de todos os meus sonhos.

Foi hilário te ver pela primeira vez e já pensar: Eu quero. Foi engraçado te ver uma única vez na vida, dar uma cutuvelada no amigo ao lado e dizer com cara de espanto: ''Porra, véi. Olha aquilo ali!!!'' Foi bonito demais te adorar em olhares. Nunca fui de acreditar em amor à primeira vista e você naquela festa em família esclareceu todas as minhas duvidas. Não quero que seja meu amor de primeira vista, e sim, de todas as vistas à seguir. Hoje em todo canto que desvio o meu olhar, eu te lembro e rapidamente vem sua imagem na cabeça. Não queria te ver indo embora daquela festa, sabendo que também estava a fim. Não queria te dar tchau sabendo que queria o mesmo. Mas foi ótimo me despedir daquele jeito: Oi-já-vai-fica-mais-um-pouco-dá-um-beijo-aqui-tá-bom-tchau-te-encontro-um-outro-dia-por-aí.

Fernando Oliveira.

17 de agosto de 2015

À ESPERE DOS TEUS BRAÇOS.



Como resistir a você se é você que é o meu ponto fraco? Era então só ver uma foto tua com aquele cabelo longo-dourado, jogado de lado, franja batendo no olho e aquele sorriso estampando de garota segura, mas que ainda lhe falta algo, para o meu amor de novo renascer. Como te livrar da imaginação de toda parte de ti e daquilo que fomos estás em meu coração? Como não lembrar da saudade que sentíamos um pelo-outro se ainda não vivemos aquilo que um dia desejávamos? Como lhe desejar tanto aqui sem poder tê-la novamente? Seria abuso da minha parte te querer de volta? Será possível acreditar que ainda podemos ser um só dentro de nós, do que ser dois estranhos-desconhecidos? Custa muito acreditar no agora do que viver alimentando sua mente com o passado? Custa deixar o medo de lado e tentar ser feliz? Afinal, te espero ou te deixo?

Não amei antes
Por desperdiçar o tempo
Mas ainda lhe desejo
Bem de longe, atento



Saudades,
Daquilo que um dia já fomos
Vontade de ti aqui bate,
Vem, antes que chegue Outono


No meu canto
Aflito e silêncioso,
Não me desespero
Vem, antes que termine agosto
Eu espero.


Distante, 
Ainda te admiro
Ah...
Que saudade dos abraços
Dos nossos suspiros


Dos beijos,
Depois da saída do colégio
No frio, abraçados
Tudo simples, 
Singelo


Aqui ainda estou
À sua grande espera
Quem diria te ter outra vez
Poxa, quem dera



O coração pula aqui dentro
Ainda sente os seus traços
Quem dera
Antes de agosto
Novamente, cair em teus braços.

Fernando Oliveira.

13 de agosto de 2015

AQUILO QUE A MULHER TANTO QUER.

luz-solar-beneficios


Como já disse à vocês, sou um cara muito observador e calculista. Gosto de observar as coisas da vida e as-observo do jeito que eu quiser e tiro minhas próprias conclusões. Estes dias, observando alguns casamentos-namoros de amigos e até familiares, notei que entre eles acontecem muitas brigas pequenas, que surgem por besteiras, e que, às vezes, faz com que chegam ao fim daquilo que nem sequer começaram. Dão o fim antes do ínicio.

Bom, pelo que vocês me conhecem aqui, nunca fui um cara totalmente machista, pois sempre fui à favor de vocês mulheres e sempre vou ser. Cá entre nós, vocês são as melhores coisas do mundo. Sou viciado em vocês, sou curioso de vocês, observador de vocês, (e um dia espero) poder descobrir tudo aquilo que nem vocês descobriram, para então, contar tudo que precisas, que queres e que sentes.

Referente ao assunto deste texto à seguir, quero que sirva de conselho para amigos, familiares e namorados de amigas, e que um dia qualquer, eles lembrarão, que uma conversa boa, a paciência, a tranquilidade, podemos resolver tudo. Ainda mais quando é aquilo que o cara tanto quer.

  
Evite o máximo brigar por qualquer besteira. Mulher não gosta de ciúmes doentio, descontrolado e extremamente abusado. Controle-o. Mulher não gosta de ser comandada pelo Homem, à não ser na cama. Deixe-a usar a roupa que querer, pois conheceu ela assim, e assim que ela gosta de ser. Não é preciso prendê-la dentro de ti. Nem sufocá-la de tanto ciúmes e desconfiança. Deixe-a livre, mas não solta. Ela não quer se sentir presa no seu mundo, ela tem amigos, familiares e outra vida aí à fora. Ganhe confiança e passe confiança.

Brigas e agressões não vão te fortalecer. Ela já pode ter passado por tudo isso um dia, e com você, ela quer algo diferente. Ela quer ser Ela. Ela quer um carinho dobrado. Um atenção que tanto falta. Deixa ela viver a vida dela, mas contigo. Vai ter hora que ela vai querer que você à prenda, saiba entendê-la. Prenda-a na cama. Prenda-a no sofá e no banheiro. Mas se um dia, faltar-lhe lugares para mantê-la presa, faça igual Eu, prende-a no próprio coração.

Uma parada que é difícil e complicado para o Homem dentro de um relacionamento é não procurar compreender o que a sua Mulher tanto sente. E achar que tudo o que ela diz é uma comida de rabo, uma chamada de atenção e uma cobrança. Não brother, às vezes ela só quer te falar e explicar o que está passando e ao mesmo tempo sentindo. Para o homem, isso é cobrar. Para ela, isso é dividir. Dividir o amor e dividir o que sentes. Entenda-a.


Fernando Oliveira.