20 de abril de 2016

ELA É MAIS ELA, RECATADA E DOS 4. [+18]





Ela: - Já pensou envolver outra pessoa?
Eu: - Bom, não sou de dividir o que tenho, mas posso pensar nessa loucura.

Essa foi a nossa conversa semana passada depois de uma noite de muito sexo. Fiquei pensativo demais com a pergunta e eu mesmo me indaguei: Por que não envolver mais uma pessoa, duas, três ou quatro? Se ela pediu, ela quer. Se ela comentou, é porque tem curiosidade. Ela não é minha mulher e nem namorada. Ela é apenas uma ''pegada'' das boas. Também não sou o seu namorado e nem o seu marido, pra ela, sou apenas mais um ''ficante'' e dos bons. Não há cobranças, dor de cabeça e definições. Somos o que queremos ser. Não teria o por quê de eu não realizar o desejo de uma mulher. Afinal, ELA só quer ser ELA. 

Pensei bem a semana toda e quarta-feira, véspera de feriado, liguei pra ela e disse:

- Desce! Estou na frente do seu portão. 

Enquanto estava dentro do carro trocando mensagens com alguns amigos perguntando qual seria o plano pro feriado, de longe, enxerguei ela vindo toda empinada, gostosa e bem filha da puta. Batom vermelho, salto alto e pronta pra dar uma. Com ela não tem tempo ruim. A gente não é de marcar e bolar planos para poder transar. Quando dá, um liga pro outro, e bummmm, vamos nos ver e fazer sexo. Sem frescura. Sem erro. Sem enrolação. Ela é aquela mulher que prefere o inesperado do que o planejado. Porque pra ela, tudo que é combinado não tem a mesma sensação daquilo que acontece por que tem de acontecer. 

Ela entrou no carro e eu já ataquei com a mão na nuca beijando por inteira. Ela já sentiu que eu não tava pra brincadeira. Seguimos em frente e depois de uns 15 minutos parei o carro do lado de outro carro na Av. Eurico da cruz e disse:

- Desce, vá com ele!

Olhei pra ela e vi que estava tremendo, com medo e meio que insegura. Mas ela sabia que tava comigo e que tinha que me obedecer. Porque comigo é assim; eu que mando e ela faz. 

Ela entrou no carro e o Douglas a recebeu com um beijo no canto da boca. Sem papo torto, já foi direto e reto: 

- Hoje está tão quente!!! Tá bom pra tomar umas e fazer loucuras. Ah, antes que eu me esqueça... prazer, sou o Douglas. Tem preferência de música? Pode escolher aí. 

- Ah! Que isso... o que tiver tocando aí tá ótimo. E prazer; sou a Nathy, amiga do Fer. Vocês são bem amigos, não é? Ele fala muito de você.

Ao perguntar isso, Douglas deu uma alta risada sarcástica e disse: - Conheço mais que o pai e a mãe dele juntos! - E não esticou a conversa, ligou o carro, soltou o freio de mão e partiu. 

O destino era um barzinho em Osasco. Onde iria rolar um samba, sertanejo e muito papo com mais dois amigos que estavam nos esperando; Elton e Zé.

Enquanto eu dirigia até o destino, olhava pelo meu retrovisor e avistava o carro do Douglas e de longe já dava pra ver ela provocando-o e passando a mão entre as suas pernas. E não demorou muito para beijá-lo. - Que cachorra!!! - pensei. 

Chegamos no barzinho e sentamos na mesa onde estava Elton e o Zé. Apresentei eles a ela e começamos a curtir nossa noite. Ali foi o ínicio de tudo. Samba. Cerveja. Vodka. Energético. Whisky. Energético. Catuaba. Energético. A gente é porra doida!, bebe o que tem. E, naquele ambiente, outros amigos e amigas passavam para dar um oi sem entender e saber o que iria acontecer. 

Depois de altas doses de vodka, whisky e catuaba, onde já tava todo mundo falando mole, firmei meus olhos para ela enquanto ela também me olhava e disse mordendo meu lábio inferior: - É HOJE, cachorra! - em seguida ela já me respondeu sem dizer nada, só tomou mais uma dose de whisky e fez sinal de positivo com a cabeça sorrindo safadamente.

Já levantei totalmente alterado e falei: - Zé e Elton, vem comigo! Vamos alí. E você, Nathy, vai com o Douglas. - Todos sem entender porra nenhuma, apenas concordaram e começaram a me seguir cada um com um copo na mão. Entrei no carro, dei partida e logo em seguida já avistei o Douglas me seguindo com ela no banco do passageiro.

Paramos em frente a casa do Renan (nosso amigo que mora sozinho e que justo nesse feriado tinha ido viajar) Zé, Elton e Douglas sem entender nada, fizeram gestos com as mãos tipo de: ''Que porra que tá acontecendo?'' Olhei para cada um deles e falei: - Vamos, a chave da casa do Renan tá comigo. Ele foi viajar. Entrem!

Sem erro. Sem segredo. Todos já se ligaram no que iria - ali pra frente - acontecer. Douglas já entrou na cozinha beijando-a desesperadamente. Elton começou a provocar passando a mão nos peitos dela, eu já agarrei pela nuca abaixando mirando pro meu pau, e Zé foi pegar uma cerveja na geladeira. 

Ela já estava ficando doida com todas aquelas mãos passando pelo seu corpo. Estava adorando ser devorada por nós. Eu já saquei o meu pau pra fora colocando na boca dela enquanto a segurava pela nuca. Elton veio do meu lado e pediu pra ela chupar também, e enquanto ela revesava dois paus na boca, Douglas socava forte com ela de 4 segurando-a pela cintura, E Zé, de canto batendo uma punheta esperando pela sua vez.  

Ela estava morrendo de tesão. Nunca tinha feito isso na vida. Sua fantasia era transar com dois caras e não com quatro. Um era pouco, dois era bom, mas quatro era demais. E ela sempre gostou do ''demais'', não tava nem aí.

O Douglas foi primeiro, gozou dentro dela como jamais ela tinha sentido aquilo na vida. Elton já foi depressa foder forte enquanto ela ainda estava de quatro. Mas não quis na boceta não, colocou no cuzinho. Sim, no cu. E fodeu. Sem dó. Com força. Elton até sorria distribuindo tapas bem fortes pela bunda dela e ela me abocanhava tão gostoso enquanto eu a segurava firme pelo cabelo. 

Elton não resistiu e colocou na boceta dela que já estava toda melada de mel, de fel, de tesão por todos nós. Ela estava alucinada, pirada, maluca que acabou gozando no pau do Elton enquanto ele fodia rapidamente a sua boceta. Elton sentiu o seu pau molhado e não resistiu... tirou o pau pra fora e gozou tudinho na bunda dela deixando escorrer naquele cuzinho apertado. - Que delícia!!! - ela falou. Não demorei muito e também acabei gozando pra ela, mas tudo na boca, na cara, nos peitos. Gozei muito. Realmente ela merecia um banho de porra. Chegou a vez do Zé, mas ele não queria. Viu que já não tinha aonde mais gozar, pois já estava toda gozada, e disse: - Hoje não! Quero acabar com você depois, e só nós dois!

Foi a noite toda assim; aquela putaria toda. Nathy estava com a bunda toda vermelha, com as costas toda arranhada, dolorida, mas completamente realizada e satisfeita. 

Acabamos dormindo. Acordei com a Nathy me chupando enquanto punhetava o pau do Elton. Zé levantou e foi por sua roupa. Douglas foi tomar um banho. Eu e o Elton ficamos ali saboreando aquele boquete e aquela punheta que ela fazia com capricho. 

- Que mulher!!! - falei olhando pro Elton. - Ela ainda quer mais! 

Na hora de ir embora todo mundo queria levar ela. 

Foi uma disputa, pois cada um de nós queria - de novo - foder aquela mulher.

Zé não perdeu tempo, pegou a chave do Douglas que estava no criado-mudo e a chamou com vontade: 

- Vamos! Que agora vou fazer o que ainda não fiz.

E ela foi sem pensar duas vezes! Não que ela fosse obrigada, jamais, ela foi porque ela quis. Ela entrou no carro porque ELA teve vontade. Ela transou com todos nós porque ela queria. Ninguém forçou. Ninguém implorou. ELA fez acontecer. ELA precisava. ELA queria ser só ELA e realizar seus desejos e vontades, pelo menos por uma única NOITE. 

Deixa ela viver. 

Deixa ela ser ELA. 

Deixa Ela ser o que Ela quer. 

MULHER É LIVRE!

Fernando Oliveira.


18 de abril de 2016

UM VAZIO BEM PREENCHIDO. [+18]


Photo: Bella Silva e Márcio Silveira

- Cara, tava precisando disso, sabe, de me sentir Mulher, satisfeita, realizada. Fazia tempo que eu não me sentia assim, pois meu ''relacionamento'' anda tão mal que eu já não sei mais exatamente o que é. Se é que posso chamar isso de ''relacionamento'', né! Eu tava precisando de correr um risco, adrenalina e perigo tudo ao mesmo tempo. E olha... que perigo gostoso! Não me julgue! Tudo isso aconteceu porque eu quis e tive vontade de fazer. Não foi nada em vão e nem pra descontar a raiva da minha relação. Faz tempo que a gente conversa e eu sempre fui curiosa de você e querer saber o que você tem ai de ''melhor''. Em cada conversa me despertava vontade e tesão ao mesmo tempo. Sua atenção era maravilosa nos meus dias tristes pois você conseguia me tirar sorrisos quando eu só queria chorar. Essas horas, aquele otário também deve estar com outra, mas que se foda, eu estou em boas mãos. É bom ter uma noite de loucura assim; eu precisava. E o vazio que ele deixou aqui dentro você preencheu. Obrigado, moreno.

- Ninguém mandou ele ser ausente e deixar uma mulher do seu tipo ''livre e solta''. Você não é boba, eu sei muito bem disso. Eu não falei pra ele te trocar por uma puta na rua, nem sair por ai comendo outras mulheres. Eu não, jamais falaria isso pra ele. Não pedi pra ele te dispensar, eu até apoiaria vocês dois, mulher igual você o cara não tem que largar nunca. Burro, babaca e vacilão. Perdeu muita coisa.

Eu também não forcei você a conversar comigo e me dar liberdade. Jamais, nunca fui de forçar ninguém. Não implorei pelas suas mensagens e pela sua atenção na madrugada, as conversas foram apenas ''fluindo''. Não foi? Não te provoquei de propósito fazendo você ficar com vontade e curiosidade de mim. Isso é chato, pois o nosso papo foi acontecendo tão naturalmente que quando eu fui ver, era eu que estava curioso e com vontade de ti. Eu tenho culpa? Você tem? Não. Quem tem culpa é ele, o seu ex-namorado, ex-noivo, ex-seiláqueporraqueé de não dar conta de uma grande mulher e dar espaço para outro cara preencher.

Você sabe como sou discarado e discreto. Não meço palavras, falo o que me vem na mente e ponto. Você me conhece, sabe o meu jeito e até algumas coisas que eu gosto. Não sou de me achar, só sou um moreno alto e gostoso. Gostoso na cama, claro. Não tenho braços fortes e nem cabelo liso de playboy. Sou careca e moreno da barba rala. Não digo que sou profissional do sexo, mas tenho muito conhecimento do assunto e sei por muita coisa em prática. Ah, vai; sou experiente mesmo nessa porra! Não me acho o perfeitão, o pica de mel, o transão, mas te garanto prazer só com um beijo molhado. Não sou ator porno mas faço boas cenas de improviso na cama. O sexo é improviso. É criatividade com loucuras. Não sou o safado, tarado e pilantra, é que eu gosto muito mesmo de foder.

Não sou o cara perfeito pra você, mas tenho certeza que te fiz ficar à vontade e gozar gostoso enquanto você sentava no meu pau. Não sou um cara forte, musculoso, bombado, mas tenho certeza que a sua bunda eu deixei toda marcada enquanto te fodia de bruços puxando-a pelo cabelo. Não sou o mais gostoso que você já transou, certeza, mas tenho um pau delicioso que você não parava de chupar. Não tenho aquela barriga de tanquinho que você adora mas tenho minha barba rala que passei no seu ombro enquanto sussurrava no seu ouvido que iria te foder todinha. Não sou bom em tudo na vida, mas vi que adorou quando te puxei pelo pézinho e te virei de costas para olhar sua bunda e distribuir em cada banda dela; alguns tapas. Não sou profissional do sexo oral mas eu amo chupar uma boceta. E não teve coisa melhor de ver você se entortando toda na cama enquanto minha língua passava no seu grelo querendo entrar na sua boceta quentinha enquanto dedava devagarinho o seu cu. Não teve tesão mais gostoso que te ver apertando forte esse travesseiro enquanto suas pernas descansavam em meu ombro e levemente eu passava a línguinha no seu cuzinho. Você gostou, eu senti.

Oh que maravilha, amanheceu e você ainda está aqui deitada em meu peitoral. Gostei da presença e saber que ficou à vontade ao meu lado. Agora mesmo estou lembrando das cenas de ontem. Você dá tão gostoso de 4. Fiquei louco quando você ficou empinadinha e com a cara no colchão tentando morder enquanto eu te fodia com força. Você sentando é a melhor. Tem um rebolado do caralho! Confesso que ver você sentando com essa boceta toda molhada me deu uma puta vontade de gozar mas só segurei porque eu queria mesmo era gozar na sua cara. E foi isso. Que delícia foder com você em todas aquelas posições e no finalzinho ver você de joelinho me pedindo leitinho na boca com essa cara de cachorra. E gozei mesmo. Tudinho na sua cara. Na sua boca. E até escorreu um pouco sobre seu peito. E olha, por favor, faça mais isso; de pegar o gozo com o dedo e por na boca. Filha da puta!!! É gostoso demais ver isso. 

O sol já está nos dando bom dia e eu preciso ir embora. Tenho algumas coisas para fazer e você também. Amei essa noite, claro, foi incrível. Você me surpreendeu. Sabia que você tava precisando relaxar e tirar o stress da sua relação gozando pra mim. Agora eu quero que você vai lá e dê bem gostoso pro seu ''sei lá o quê'' pensando em mim e no meu pau. Dà um beijo nele pra ele sentir o gosto do meu gozo que derramei na sua boquinha. Deixa ele ver as marcas da minha mão que ficou na sua bunda. E se ele perguntar quem foi, apenas sorria e pensa em mim enquanto ele te fode de 4. E óh, fala pra ele te dar mais atenção, porque o vazio que ele deixou em você eu acabei preenchendo de muita porra. Muita. Entendido? Fala pra'quele babaca que você não é de se brincar, e que se ele quer te fazer como briquedo, tem outro agora que brinca sério e bem melhor hahahaha.

- Hahahaha. Certo, moreno! Você é foda. Sabe exatamente como tratar uma mulher na cama. Sabe do que ela precisa, do que ela quer e deseja. Dele eu não quero mais nem saber depois dessa foda intensa contigo. Quero que ele se foda, literalmente. Tanto é que nem lembrando dele eu estava, só o que vem na cabeça é a imagem do seu pau grande, grosso e veiudo que me fodeu a noite toda. Porra, ainda sinto o gosto do seu gozo na minha boca. Que delícia! Se eu ficar com esse gosto até hoje à noite, já vou querer dar pra você amanhã mesmo, seu gostoso. Mas vem cá, quando te vejo de novo? Eu quero mais que isso!

- Pode deixar que amanhã mesmo eu volto pra te comer. 
Sem massagem e sem dó!

(Foi aí que ele foi embora de pau duro pensando nela. 
E ela foi embora com a boceta latejando pensando nele.)

Doidos para ''se foderem'' de novo.

Fernando Oliveira.

5 de abril de 2016

AMIGOS; POR UMA VIDA. AMORES; EM UM DIA.







Éramos tão amigos que acabamos tendo ummmm, digamos, meio que - amor de verão - sabe? Daqueles de um dia. De uma noite só. De um único beijo. Não teve amor, só foi beijo. Foi numa festa; ainda lembro. O beijo continua nítido na minha mente mesmo que, depois de uns goles de vodka e meio que bêbado naquela festa, não deu pra esquecer; já não sei ela. Tenho a memória boa pra coisa boa. Já as coisas ruins, até que não esqueço; só não lembro mais.

Mas por nós gostarmos tanto da amizade optamos por ser apenas amigos para que não perdessemos essa essência de carinho que estavámos construindo todos esses anos. Claro, se alguém naquela noite se apaixonasse iria mudar tudo. A amizade não seria mais a mesma. A forma de tratar um do outro seria outra. O ciúmes já iria ultrapassar dos limites. Porque dentro do amor nasce muitas cobranças, já a amizade; ah, ela é puro amor com um pouquinho de ciúmes.

Eu já não aceitava vê-la conversando com amigos. Odiava quando ela falava que tava sendo paquerada por alguém, então aí que te pergunto; imagine ela sendo minha? O bicho ia pegar, irmão. Eu tinha um ciúmes dela amigavel, até fofo, sabe, de pegar e falar: ''― Vai amiga, sua louca, fica com ele.'' Mas com tanta vontade de dizer: ''― Não, porra, se eu fosse você preferia eu.'' Claro, né, eu era até mais bonito.

Ela era uma eterna apaixonada por um carinha aí. Vivia me contando os problemas. Eu auxiliava do que fazer e aconselhava para acalmá-la. Eu cuidava tanto dos problemas dela que eu acabava esquecendo dos meus. Acho que amigo é pra isso né; cuidar da dor do outro.   

Depois de terminar com o tal fulano, a Mayara, de uns dias pra cá; foi viver a liberdade. Tornou-se uma eterna apaixonada, não por qualquer cara, mas pela vida. Passava por diversas aventuras e momentos no qual me ligava falando: '' Achei o cara, Fê, achei.'' Enquanto eu quietinho, sem namorada alguma, tendo que vê-la trocar de amor toda semana. Tal dia ela tentou me esconder de que não tinha arrumado mais um amor e acabou soltando: ''― Fê, esse é o cara, achei.'' Ela não controlava a ansiedade de me dizer que tinha conhecido outra paquera com medo de eu brigar por ciúmes (vai, eu até tinha) mas não cobrava, claro, éramos amigos. 

Não demorou muito pra ela me dizer do carinha de Belo Horizonte de onde ela ia sempre passar suas férias, que agora não era aquele amor de verão, mas sim - das próximas primaveras. Já foi dizendo esperançosa de que ali, o cara, era totalmente diferente, legal, bacana, elegante e charmoso. Eu não tinha motivos para desanimá-la, embora morria de ciúmes, mas sempre queria que ela fosse feliz com suas escolhas, afinal, porque ela não poderia arriscar em um novo amor? Ela não precisa ser igual eu, de levar o tempo que levo, talvez esteja no caminho certo em andar sempre correndo de coração em coração. 

Depois de muita conversa ela meio que deu uma brecha por estar super segura: ''Agora vai, Fê.'' Foi aí que me matei de rir, e ela, sem entender, ria junto e ao mesmo tempo me batia. Rapidamente eu falei pra não perder o ar de otimismo: ''Agora vai, May, agora vai. Deus no comando.'' E rachava o bico de ver aquela cara de boba que ela tinha ao estar apaixonada. Ela era até mais Ela, sabe, feliz. Adorava ver aquele sorriso, de que agora, ela estava decidida. E foi nesse momento que eu fui o mais amigo dela; que a segurei nos dois ombros e olhei no fundo daqueles olhos e disse: ''― Vai dar certo, amor, agora vai.'' 

Eu pretendia ser amigo dela para sempre, de todas as vidas, idas e voltas. Poderia ficar vivendo ao lado dela ouvindo ela falar de todos os seus ficantes de uma noite e de todos os seus namorados do ano. Mas naquela festa de uns dois anos atrás, dentro daquele beijo de vodka - eu não contei pra ela - mas acabei me apaixonando. 

Fernando Oliveira.

1 de abril de 2016

PRA ELA!

Photo: Laura Lopes


Não é só um rosto bonito, ela por inteira é incrível. Hoje seu coração está desacreditado do amor mas cheio de segredos e mistérios que eu estava prestes a desvendar. Tempo atrás ela sofreu por um amor cujo cara não deu valor. Doeu, machucou e hoje em dia já tá tudo bem. Levou tudo que passou como experiência e aprendizado, agora toma cuidado para não se envolver, pois já tem um passado, tem tanta história. 

Ela é uma daquelas mulheres engraçadas que chega sempre com uma piada na ponta da língua. Tira sorrisos de quem está por perto, e quando chega na roda de amigas; espalha toda a sua alegria. Quem de fora vê, acha que nunca foi triste por ser sempre carismática e feliz, mas ninguém sabe o que ela sente alí por dentro; um vazio, uma dor, uma saudade. 

Ela tem um quê de - esquisitice - sabe, que as vezes até suas amigas morrem de rir por cada palhaçada que ela faz. Do nada dá uma de bipolar, tal dia quer uma coisa, outro dia já não quer mais. E tem que ser assim; do jeito que ela quer e na hora que ela querer, e ponto. Ela não gosta de ser interrogada, cara, aquela mulher é um ponto de exclamação. 

Ela não costuma usar maquiagem todos os dias, o sorriso estampado no rosto, pra ela; já é o suficiente. Ela é uma mulher vaidosa que vive cuidando de si para se sentir bem e não para agradar os outros. É viciada em perfumes, porque, para ela, pessoa cheirosa é outro nível. Gosta de fazer as unhas toda semana, e quando não consegue fazer por causa da correria no dia, ao sair por aí, fica acanhada. 

Além de todas essas qualidades ditas anteriormente, ela tem também; uma boa visão do mundo. É o tipo de mulher que já sabe o que quer da vida e que tem a sua própria opinião. Falou tá falado, não costuma voltar atrás. Além de saber curtir a vida ela sabe muito bem da responsabilidade que tem de trabalhar e estudar. Mulher esforçada que não dá falha por causa de rolê. Compromisso é compromisso, onde ela leva sempre à sério. 

― Mulher responsável é tão apaixonante, né?

E falando dela, cara; comunicativa, simpatia em pessoa e bem atenciosa, me cativou. Sim, me roubou. Ela não sabe, pois ainda não contei. Só atiro elogios para vê-la sem graça. Porque ver ela sem graça, é a mais graça do meu dia. Aquele olhar dela me devora. O lábio me chama pelo nome. Aquele jeito de andar rebolando me convida para uma noite longa de prazer. 

― Meu, falando sério, que mulher! 

Ela é aquela música que eu ainda não ouvi, não cantei e não toquei. Ela é aquele por do sol que ainda não vi nascer da minha janela. Ela é a chuva que eu não me molhei. Ela é uma poesia que ainda não citei. Ela é tudo que ainda nada sei, só a sinto de longe. E não basta sentir de longe, tenho que sentir de perto. E te juro, cara; um dia ela vai ser minha e as minhas poesias vão ser escritas só pra ela.


Fernando Oliveira.