30 de agosto de 2016

NO BARZINHO. [+18]



Parei em frente da estação e ela já estava lá me esperando. 
Abaixei o vidro do carro e com a voz meio que rouca; chamei: 

- Eeeei... 

Ela, mexendo em seu celular, olhou pra mim e sorriu, vindo em direção ao carro com um olhar de tímidez.

-  Achei que fosse ficar te esperando. Odeio ter que esperar. Gosto de quem é pontual, assim como eu! - Eu disse dando aquela risadinha gostosa.

Era o nosso primeiro encontro. Ela toda linda e cheirosa, já me convenceu no visual. Que mulher! Nada tão exagerado, mas tudo bem atraente. Batom vermelho. Unhas vermelhas. Calça cintura alta e com um belo decote com uma jaqueta por cima para tentar esconder aqueles peitos redondinhos que estava quase pulando pra fora me querendo. 

- Hoje você ta perdida!  

Ela sentiu minha mão direita apertando firme a sua coxa e me respondeu:

- Ah é?

As nossas conversas acabaram nos apresentando da pior forma: nos mostrando o nosso lado mais safado possível. Digo ''pior'' no bom sentido, claro. Ela, com tesão, começava a me provocar via mensagem. Dizendo que a minha boca era bonita e que imaginava passando por todo o seu corpo. E eu, já entrando no papo, concordava, claro: - Minha boca é linda mesmo. E tem mais... eu sei usá-la muito bem.

Foi assim durante duas semanas com essas provocações virtuais. Ela ficava louca lá, e eu ficava mais louco ainda aqui. Não tinha mais aquele papo normal, a gente só falava de safadeza, putaria, chupada, dedada, tapa na cara; na bunda, puxão de cabelo, cachorra, safado, putinha, gostoso.

Era só curiosidade, eu acho. Ou vontade. Não era carência, ela não é um tipo de mulher que se entrega por isso. Nem amor, para, tava cedo pra falar em romance. Era só aquela vontade de querer fazer tudo que a nossa imaginação dizia. Mulher curiosa, provocante e tentadora. Foram essas palavras que eu tentei descrevê-la, claro, além de linda, charmosa vaidora e, com um jeitin de andar rebolando que, putaqueopariu!, fazia eu na hora me perguntar: ''- Será que ela vai rebolar assim quando estiver de-quatro pra mim?'' Caracas!!! Eu não podia imaginar isso, sei lá, não podia pensar nessas coisas. Já colocava a mão na nuca e eu mesmo pensava: 

''- Porra, moreno! Para de pensar nisso.''

Aproveitei o nosso primeiro encontro pra dizer que, cara-a-cara e olho-no-olho, que ela era mais linda ainda pessoalmente. Peguei naquele queixo e completei: 

- Puta-que-o-pariu!!! Que boca é essa, hein!!!

Parecia que nos conhecíamos há anos. Quem chegasse hoje e visse a nossa intimidade e liberdade, acharia que éramos até namorados, sem saber que nos conhecemos faz pouco tempo. 

Liguei o carro. Coloquei aquela música bem baixinho. Engatei a primeira e fomos - sem pressa - para o bar. Olha que nem sabíamos para onde íamos, isso foi de improviso, de última hora, tipo: ''Ah, vamos ali naquele bar!'', ''Ok, vamos!'' E ponto. Sem delongas. Sem frescuras. Só vamos. 

Eu olhava ela falar e já imaginava beijando aquela boca toda. Ela sabia me provocar. Na metade do caminho eu já colocava minha mão em sua coxa como se tivesse lhe fazendo um carinho. E ali mesmo, sem prestar muita atenção nas ruas e no trânsito, desviava o olhar olhando diretamente pra'quela buceta que a calça escondia e já imaginava eu me deliciando nela. 

Ela mexia bastante no cabelo e sorria, demonstrando estar bastante confiante e confortável ao meu lado. E eu nem sabia o que ela pensava (Se também estava pensando besteira, ou não. Mas acho que sim, afinal, ela era bem pior que eu.) Sem vergonha alguma e sem timidez, mesmo depois de eu mandar uma mensagem via facebook dizendo que eu ia, deliciosamente, engolir aquela bucetinha na primeira oportunidade que tivesse, por a sua calcinha de lado e chupar até ela, devagar, derramar todo o seu mel na minha boca para eu, enfim, sentir o seu sabor.

Depois de meia hora chegamos no local. Era um barzinho lotado, quase que não teve uma mesa para nós sentarmos. Garçom arrumou uma lá no cantinho e, ali mesmo, ficamos. Som ambiente. Galera animada. Sexta-feira gostosa. E a gente alí, no nosso primeiro encontro, um desejando o outro mentalmente, do jeito que eu gosto, lugar agradável, companhia boa, então perguntei: 

- Vai beber o quê?

- Cerveja e você?

- Também. Quer comer o quê?
- Ah, qualquer coisa e você, quer comer algo?

- Eu quero comer você!

Ela, por mais ousada que tenha sido comigo, dessa vez, ficou sem jeito, olhou para o outro lado e riu, arrumando a franja que escondia os seus olhos.

- Garçom? Um balde de cerveja e uma porção de batata com bacon, por favor!

Não demorou nem dez minutos e o garçom nos trouxe a cerveja com a nossa porção. Ainda até zombamos um com o outro: ''- Caralho, que rápido! Nunca fui num barzinho assim que a porção não demorasse tanto até a fome passar''.

Estar ali ao dela e olhar pra'quela boca macia, aquelas unhas vermelhas e aquele olhar de pidona querendo dizer: ''- Me-come-gostoso-moreno!'' foi tortura fatal, apelação, tesão, vontade e loucura, tudo ao mesmo tempo.

Lá pela terceira cerveja, aquela conversa gostosa de quem se conhecia há anos, aqueles olhares de quem, ali, não tava pra brincadeira, roubei um beijo. Sem tumulto. No sapatinho. Aquele beijinho no cantinho da boca e aquela pegada na nuca, só pra ela sentir, gostosamente, o meu toque. 

Nem foi no beijo que a gente acendeu o fogo. Foi só nas palavras atiradas. Ao ver ela tomando aquela cerveja eu falava: ''- Caralho!!! Tô imaginando o meu pau todo nessa sua boca.'' E ela, ao dar um gole na cerveja, passava a lingua pelo lábio dizendo: ''- Ah é?  Engolindo ele todinho?'' E eu, com uma puta cara de safado, confirmava: ''- Sim. Todinho. Por inteiro, sua gostosa. Mas depois você vai chupar as bolas, né?'' Ela ria, safadamente, afirmando: ''- Claro!!! Ainda vou bater uma punheta enquanto chupo elas. E quero que você bata esse pau na minha cara.'' Ave maria! Eu, já deu pau duro, ficava mais louco ainda imaginando cada cena.

Freamos a pegação antes que o bar todo visse as caras e bocas que, ali, fazíamos. Terminamos a cerveja. Deixamos a porção e fomos para o carro. 

Andamos uns 15 minutos e paramos numa rua escura, quieta, solitária. 

- Porque parou aqui? - Ela disse.

- Pra nada! - respondi, já desligando o carro e atacando com um beijo.

Aproveitei o beijo mais molhado para acariciar a nuca dela e prender bem firme a mão naquele cabelo. Ela se entortava virando os olhos, se recurvava mordendo o lábio, recolhia a cabeça me fazendo acreditar que, ali, era um dos seus pontos fracos. Empurrava meu corpo no dela, pegava em sua cintura trazendo mais pra perto de mim e não parava, um segundo sequer, com o nosso beijo. E que beijo!!! Boca perfeita, macia e gostosa, encaixava certinho na minha. Língua deliciosa com uma chupada incrível, de levar qualquer homem à loucura. Apertava mais a sua cintura enquanto a outra mão segurava sua nuca na altura da orelha. Que delícia. Meu Deus. Ela, toda dominadora, disse que iria chupar meu pau até engasgar. Eu pirava. Me enlouquecia. Ela sabia provocar e ainda insistia em dizer que ia engolir meu pau todinho ficando de 4 pra mim igual uma cachorrinha. Toda empinadinha. Com carinha de pidona. De quem quer pau. 

Ela falando assim me despertou mais ainda. Meu pau ficava cada vez mais duro, grosso e veiudo. Peguei a mão dela e coloquei em cima, ela já ligeira, massageou, apertou e foi tirando o meu cinto, abrindo meu zíper, pegando meu pau com a mão e batendo uma punheta bem gostosa. 

- Que delícia!!! - Eu sussurrava enquanto a beijava segurando pela nuca - Chupa essa porra, vai, minha cachorra! Não era esse pau que você queria? Então toma! Ele é todo seu!

Não demorou para ela cair de boca. Engolindo todinho. Até o talo. Até as bolas. Até preencher aquela boca todinha. Filha da puta. Que delícia. Ela sim sabia engolir, chupar, lamber, babar. Tinha uma habilidade incrível de trabalhar com aquela boca gostosa que, putaqueopariu, eu virava até os olhos. 

Eu já deitado no banco da frente assistindo ela me chupar toda empinadinha... não podia perder tempo e já aproveitava colocando a mão por dentro daquela calça, puxando aquela calcinha e tentando penetrar, com o dedo, aquele cuzinho que já estava todo melado de tesão.

Ela chupava sem parar, engolia tudo, rápido, depressa, do jeito que eu gosto. Eu não aguentava. Eu gemia e me entortava todo de tesão. E toda vez que eu tentava por meus dedos dentro dela enquanto estava de 4 pra mim, ela parava de chupar e falava:

- Tira a mão daí filho da puta!!!

Caralho! Eu não sabia se continuava tentando dedar aquela buceta sem o boquete, ou se parava e deixava ela me chupar até o fim. 

- Hoje é só comigo. Você não vai fazer nada! Fica quieto e deixa eu chupar!

Putaqueopariu! Mesmo eu não conseguindo sentir aquela bucetinha melada, eu ficava com mais tesão ainda quando ela falava assim como se estivesse me dominando. Mas eu tentava, de qualquer forma, acariciar aquela bunda, dar uns tapas, bater, puxar a calça, a calcinha. Ela falava sério, me obrigando a tirar a mão dalí e já botava meu pau todo na boca e chupava loucamente. Aff, que mulher.

''O jeito vai ser eu deixar ela trabalhar sozinha então.'' - eu pensava. Mas fiquei sem entender e me perguntava o porque dela estar fazendo isso comigo. Sem deixar eu tocá-la, chupá-la, ou enfiar o meu pau naquela bucetinha que eu tanto queria. ''- Será que é o jogo dela? Me fazendo ficar com mais vontade? Achando que eu vou esquecê-la na primeira noite? Não vou mais mandar mensagem? Caralho, mas não tinha nem como... só com aquele beijo eu mandava mensagem a semana toda, imagine com esse boquete... vou ligar já no dia seguinte marcando um novo encontro.''

Parei de pensar nisso e me concentrei naquela chupada. Era incrível. Sério. Fazia tempo que ninguém me chupava assim. Sem arranhar. Sem ter que ficar ensinando. Ela, mesmo tendo aquela cara de santinha, era treinada. Meu, que chupada, que boquete, e que boca! Ela engolia o meu pau todo. Até chegar na garganta, batendo o queixinho nas minhas bolas. Vai se fuder!!! Não tinha coisa mais prazerosa do que ver ela se engasgando engolindo meu pau. Na mesma hora ela tirava ele por inteiro e já chupava as bolas. Engolia elas. Babava. Passava a língua enquanto empunhetava. Batia ele na cara. Na bochecha; na outra. Roçava na testa, no nariz, no queixo, no pescoço, em tudo. Porra, que mulher! Ela, deliciosamente, aproveitava cada centímentro do meu pau. - Ainda bem que ela falou que ia acabar com ele. 

Não demorou muito e eu soltei um gemido: - Porra!!! Vou gozar...  - e na mesma hora ela me olhou dizendo:

- Ah é? Vai gozar na minha boquinha então! Tudinho.

- Vai engolir tudo, né?

- Claro. Tudinho! Quero tudo na boca. Aqui óh! - Ela dizia com a boquinha aberta mordendo o lábio inferior com aquela cara de safada que me deixava louco.

- Que filha da puta você!!! - Eu falava segurando meu pau. - Mas peraí, deixa eu bater ele nessa sua cara de cachorra! - E batia. Forte. Sem parar. Dando várias roladas naquela cara. E ela, de olhos fechados, adorando. 

- Chupa vai, minha putinha!!! Que agora eu vou te dar leitinho na boquinha. Bem quentinho. 

- Eu quero! E eu não vou deixar cair uma gotinha!!! 

Chupou. Tudinho. Mais rápido ainda. Depressa. Devorou meu pau todo com a boca. Babava. Cuspia. Se lambuzava. Empunhetava com aquela cara de pidona, de quem queria, loucamente, provar do meu mel. E provou. Não deu outra, conseguiu me fazer gozar sem eu precisar por as mãos, apenas com a sua chupada incrível. Filha da puta. Quem faz isso merece um troféu de melhor boquete do mundo. Ao empunhetar meu pau eu gozei, literalmente, tu-do naquela boca. E ela só parou de chupar quando sentiu que não saía mais nada. Esperou até o último jato e a última gota, sugando a cabeça do meu pau todinha pra dentro da boca, tirou pra fora e ainda passou a língua no lábio como se quisesse mais. Olhou pra mim e disse: 

- Nossa... quanto gozo. Que delícia!!! 

E caiu de boca de novo, limpando a cabeça que ainda, devagarinho, derramava leitinho.

Que mulher incrível. Trocamos elogios e decidimos ir embora, afinal, ela precisava ir trabalhar, pois já era quase 5hrs da manhã. 

Liguei o carro. Coloquei uma música bem baixinho. Engatei a primeira e fomos. Mas eu, com o pau ainda duro e estralado, queria mais. Tirei ele pra fora e peguei ela pelo pescoço dizendo: 

- Chupa mais, vai!!!

E ela foi, deliciosamente, chupando até chegar na sua casa.

Chegamos e nos despedimos. Fui embora de pau duro, com uma puta vontade de foder essa mulher no próximo encontro. Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir. Acho que ela também fez o mesmo.

De repente, às 8h00 da manhã meu celular toca, eu acordo e vejo uma mensagem dela dizendo:

- Adorei te ver. Eu quero mais, ainda não fiz nada. E óóóóh, ainda sinto o gosto do seu pau na minha boca, seu gostoso. 

Li e soltei um sorriso dizendo para mim mesmo: ''- Que mulher!!!''

Fernando Oliveira.

25 de agosto de 2016

TU DEVERIA MORAR BEM PERTIN DE MIM, NÉ?



Assim que vi o seu perfil, eu mesma afirmei: ''Uau... que interessante!'' A sua cor, o corte de cabelo e o jeito de olhar que me atraiu. Mas o que mais me chamou a atenção foram as reflexões, pensamentos, fotos incríveis, paisagens e lugares simples de uma pessoa que não precisa de muito para ter um sorriso feliz. Afinal, onde eu iria encontrar alguém assim? 

Foram trocas de curtidas, de comentários e de elogios, mas de nenhuma maneira eu estava me oferecendo ou me jogando pra cima de ti, foi tipo coisa do momento, sabe? Aquela empolgação de quando você - espontaneamente - olha para algo bonito e diz: ''Putis... eu quero pra mim!''

Papo vai, papo vem. Você me contando do que gosta de fazer e eu tentando te explicar o quanto a minha vida é bagunçada. Você dizendo que adora sair e eu só querendo tentar te dizer que eu quem queria parar de sair. Não que sair seja ruim, pelo contrário; eu gosto, mas é que eu tava precisando mesmo de uma pessoa que não me fizesse parar, mas que, por ela, fizesse eu amenizar um pouco esses dias de loucura, curtição e bebidas, para preferir a calmaria, um filminho, pipoca e amor de ladinho.

E foi acontecendo tudo assim mesmo; do nada e inesperadamente. Ninguém forçou a barra, fomos - aos poucos - criando esse carinho recíproco. De pequenas conversas: ''oi-tudo-bem-vai-fazer-o-que-no-fds'', passou a ser: ''oi-quando-é-que-a-gente-vai-se-ver?'', e foram dentro de alguns elogios bobos, que nós dois, naturalmente, fomos nos envolvendo.

Então eu fui levando, devagarinho e sem pressa, todo esse carinho no peito. Os dias iam passando, as semanas iam correndo, os meses voando, e cada noite indo dormir com o celular na mão de tanto falar contigo, me dava mais certeza de que você seria uma boa pessoa para mim. Afinal, porque não pensar assim? Você me passava confiança.

Não podíamos ficar uma horinha sequer sem manter qualquer tipo de contato que um mandava mensagem para o outro afirmando: ''Ei, não me esquece.'' E do outro lado tinha sempre um sorriso e uma resposta concreta: ''Ei, não te esqueço não.'' E era isso que me deixava esperançosa, boba, bagunçada e sem reação com todo esse carinho retribuído. Eu fui gostando, claro, adoro quem sabe me dar atenção.

Passou-se mais um mês e aqui estamos; você dizendo que quer me ver e eu sempre concordando, você dizendo que minha boca é a mais bonita e eu imaginando o nosso sorriso junto, você dizendo que quando me ver vai me dar aquele abraço de urso e eu pensando em te prender para nunca mais ir embora. E, sem querer, em um simples bom dia, acabei te chamando de amor.

Gostar de você é fácil, o difícil é ficar distante. Não adianta a gente tentar evitar ou fugir, quando é pra ser, tudo conspira à favor. Eu jamais imaginaria isso: de gostar e querer alguém que eu nunca vi, toquei e beijei. Gostar de alguém assim é meio louco, sabe? Dá um aperto no coração e um frio na barriga, que é até bom de sentir. Eu gosto disso, de sentir essa sensação gostosa de como é gostar de alguém. 

Achei que nunca fosse me apaixonar virtualmente por essa telinha e nessa distância. Ter um amor assim; virtual, na imaginação, de longe, é muita loucura. Logo eu quem sempre quis ter um alguém pertin, grudado, junto, para sempre, e do nada aparecer você, com esse teu jeitin manhoso, dengoso, sem forçar, sem implorar, chegando invadindo tudo, sem pedir licença, tomando conta desse coraçãozin sensível e frágil, ficando esse tempo todo e, mesmo de longe, me fazendo te sentir aqui do meu lado, me surpreendeu.

Hoje me deu uma vontade louca de pegar o primeiro ônibus do dia e ir parar aí na sua casa. Pular a janela do seu quarto e te acordar me jogando em cima de ti e gritando bem alto que o seu amor chegou. Mas eu só penso, sabe? Não tenho essa coragem toda. Já tivemos tantos desencontros e brigas, encontros marcados e não acontecidos, quando dá para um, não dá para o outro. Será que agora não é a nossa hora? E nem o nosso dia? Será que a gente tá só se cuidando pra quando chegar o dia exato e tudo acontecer porque tem que acontecer? Será que vai ser hoje, amanhã ou semana que vem? Será que a gente tem o nosso dia certo? Eu não sei, nem você, o bom é ir vivendo e nos cuidando. Afinal, nunca devemos ter pressa para o amor.

Eu ainda não sei explicar o que estou sentindo. Às vezes dá um medo de me entregar e não ser tudo aquilo que eu espero. Às vezes me assusto, acho que é só carência ou vontade, mas sempre tento pensar positivo; de que você chegou pra somar. Não sei se é amor, paixão, tesão, vontade, ou sei lá o quê - só sei que é bom de sentir. Engraçado, né? Existem coisas na vida que não tem explicação. Às vezes a gente não consegue dizer nada, só sentir. E o que mais queremos é dar aquele abraço, aquele beijo e dizer: ''É, que bom que você existe!'' Acho que gostar de alguém deixa gente assim mesmo; sem palavras, só sentindo.

Você poderia morar mais pertin de mim, sei lá; no bairro vizinho, na rua de baixo ou aqui na esquina de casa. Mas não tão longe assim. Ia te convidar hoje mesmo para assistir aquele filme que você gosta, separaríamos o colchão e o coração, você podia fazer o que quiser, só não queria que dormisse antes do the end. Você poderia nadar em mim, pular de cabeça, se afundar, e foda-se se o lençol ficasse molhadinho. Te desejar todos esses dias e não ter você por perto, dói. Te imaginar todas as noites e ainda sonhar contigo, me dá uma vontade em tanto. E eu odeio passar vontade. Mas te espero; hoje, amanhã ou quando for o nosso dia. E quem sabe; de um carinho criado na internet... fazemos virar aquele amor real.

Fernando Oliveira.

24 de agosto de 2016

É COM VOCÊ QUE EU IMAGINO...




Eu sempre tentei me descrever como um garoto simples, bobo e apaixonado pela vida. Observador, calculista e absurdamente satisfeito com essa felicidade interna que há dias têm me tomado conta. Sempre fui rico de simplicidade e pobre do luxo de exageros. Raramente coloco dinheiro em primeiro lugar, mesmo que o meu sonho seja em viajar por aí e conhecer os melhores lugares do mundo, claro, que seja ao lado de alguém especial. 

Sempre fiquei satisfeito com o pouco que este mundo passou a me oferecer: um filme num dia frio, um banho de chuva no domingo à tarde, um beijo estalado na testa, um abraço apertado de saudade, uma foto antiga de amigos, uma viagem bonita com os pais, a comida da vó, o ''eu te amo'' do irmão e um amor que ainda sonho em ter.


Existem tantas pessoas por aí no mundo para gostar e eu acabei escolhendo você. Ainda vivo me perguntando porquê, mas acabo na mesmo resposta de sempre: ''Ah, porque sim!''. Talvez seja esta forma de você me tratar e me cuidar de longe. Talvez seja esse teu lado carinhoso, meloso e atencioso que me deixa protegido. Talvez seja essa sua sinceridade, honestidade e simplicidade de vida que acaba enchendo meu coração de certezas fazendo eu gostar mais ainda de ti me passando total segurança do mundo. 


Talvez seja seus ''bom dia'' pela manhã e aqueles ''boa noite'' de madrugada. Talvez seja nessa cobrança de me pedir para te responder logo uma mensagem que há 10 minutos você me mandou. Talvez seja nessa sua preocupação perguntando se eu já almocei ou se estou bem agasalhado porque, lá fora, faz um frio tremendo. Talvez seja nessas conversas que a gente vive alimentando no dia-a-dia, fazendo eu me identificar mais ainda contigo, nos imaginando juntos e grudados com o coração.

É com você que eu enfeito meus dias; sonho alto, voo baixo e sorrio quando chega aquela simples mensagem dizendo que ainda acredita no amor. Acredite, meu bem! Eu também acredito. Mesmo que eu e você tenhamos passado por algumas frustações da vida, jamais podemos perder essa essência de amar e querer desacreditar que ainda podemos ser feliz no amor. Eu nunca desacreditei disso, mesmo que eu tenha apanhado bastante da vida, é por você que eu volto acreditar que ainda posso amar e ser amado por alguém.

É com você que eu imagino acordando ao lado; dando abraço de boa noite e beijo de bom dia, preparando nosso café da manhã e saindo para trabalhar juntos. Ligar no horário de almoço e te obrigar a comer uma comida mais forte do que repetir o lanche de sempre. Te ver chegar tarde do serviço e te fazer uma massagem de boa noite nos convidando para mais uma madrugada longa de amor.


É com você que eu imagino um jantar romântico à luz de velas, (nem precisa ser naquele restaurante mais caro da cidade), isso a gente faz em casa, improvisa, rabisca, e solta a criatividade do que é amar alguém. Colocar um filme no dvd ou na netflix, mas jogar o colchão no chão da sala, pegar um edredon e nos cobrir do frio e me enroscar em você como se fosse ficar grudado para sempre. A gente pode também nos entupir de comer besteiras e foda-se se vamos ficar com uns quilinhos a mais, não importa, isso a gente pode perder mais tarde fazendo, de novo, o nosso amor. 

É com você que eu imagino tudo isso de bonito; de paixão, de amor, de serenidade. É com você que eu imagino do meu lado, de alianças nas ruas e de mãos dadas nos shopping's, pernas cruzadas nas festas em família e de corações  pertinhos em churrascos de amigos. É com você que eu imagino viajando para todo canto do mundo; sorrindo e feliz, mas completamente satisfeito por te fazer mais feliz ainda.

É por você que eu vivo toda noite me perguntando antes de dormir: ''Porque ela, meu Deus?'' E ELE sempre acaba me respondendo de qualquer jeito: com a janela do quarto abrindo por causa do vento, da folha sulfite com o seu nome voando e caindo calmamente no chão, daquela música preferida que me faz lembrar você tocando na rádio, do gosto do seu beijo que ainda não senti, mas só de imaginar já sei o quanto é bom.

E hoje, de manhãzinha, ainda estou acordado escrevendo pra você, na base de café e saudade. E Deus, de tão bom que é, acabou de me mandar outra resposta mais concreta que todas: ouço meu celular vibrando e quando vou ver é uma mensagem sua dizendo: ''Bom dia, amor. Hoje eu sonhei com você.'' Aquela mensagem curta, mas bem impactante como sempre, sem entrar em detalhes, simples e profunda. Eu leio e ao mesmo tempo solto um sorriso satisfeito com tanta reciprocidade, e, devagar, deito na minha cama para dormir, olho para o teto e penso: ''Que linda! Mal sabe que nem preciso dormir para sonhar com a gente, vivo acordado sonhando com ela''. E pego num sono profundo, como se não fosse mais acordar tão cedo, só para sonhar mais uma noite com ela.

Fernando Oliveira.

16 de agosto de 2016

NÃO ERA SAUDADE. ERA SÓ UMA BOA LEMBRANÇA.




Hoje, enquanto escrevo deitado na minha cama, em mais uma madrugada fria de pouco sono, lembro dela e, antes que eu fique em dúvidas, não é de saudade de querer tudo de volta, é só uma vaga lembrança. 

Ainda tento entender o porque não deu certo. Tínhamos tudo para ficarmos juntos, mas por um descuido, não ficamos. Éramos completos. Eu falava, ela concordava. Ela contava como foi o final de semana, eu sorria. Ela me abraçava, eu dava um beijo. Eu ia me despedir para ir embora, ela me segurava pelo pulso pedindo pra ficar. E eu ficava mais um pouco, mais uns minutos, mais umas horas, e foda-se se ia chegar tarde em casa, na escola, no trabalho, no futebol, eu, como sempre, ficava mais um pouquinho.

Ainda não entendo o porque terminamos. Todo mundo que eu encontro pergunta dela. E a única resposta que eu tenho é sempre a mesma: ''Ah, ela tá bem. Tá por aí.'' E dou uma risadinha solitária e triste, de que seria melhor ela estar por aqui, comigo, ao meu lado. E tá sendo sempre assim, após terminarmos, todo mundo vem perguntar da gente. Até nós, eu e ela, tentamos nos esquecer, mas as pessoas - sem querer - acabam nos lembrando do quão éramos bons juntos. 

Tempo atrás ela me ligou perguntando se tava tudo bem, se eu ainda estava na mesma empresa, como foi o jogo sábado e no finalzinho da ligação disse que a tia dela perguntou de mim, querendo saber o porque eu não estava ali com ela, como sempre estive. Ela disse que ficou sem resposta e reação, apenas balançou a cabeça dizendo que eu tava bem, e por aí, vivendo a vida. Eu até dei uma risada boba no meio da ligação e disse também, antes de ela terminar, que minha tia tinha perguntado dela e mandou eu chamá-la para irmos em seu casamento. E a gente ria, nos lembrando do como éramos felizes juntos, mas paravámos na hora, sabendo que não estavámos mais perto um do outro, pois a certeza de que nada iria voltar como era antes, travava o nosso riso. 

E eu ainda não entendo o porque deu errado sendo que éramos tão certos. Nunca tive uma pessoa que me completasse tanto assim. Eu nunca encontrei e, sei lá, talvez eu nem encontre. Eu só queria entender o porque chegou ao fim. Só queria saber o porque disso tudo - que a gente chamava de amor - morreu. Só queria que alguém me explicasse o porque de tantas promessas e viagens marcadas não foram realizadas antes da nossa hora.

E hoje, o dia quase amanhecendo, deitado na minha cama e lembrando dela, vejo que tá tudo bem. O coração tá batendo certinho. A mente tá no seu lugar exato. A força de viver está enorme. O sorriso é o de sempre. E de errado mesmo, é só o sono que ainda não chegou. Então é aí que eu tiro uma pequena (grandiosa) conclusão: tem pessoas que passam em nossa vida para nos ensinar a amar, a crescer e a ser melhor do que éramos. Mas vão embora sem explicação, sem saber o porque, deixando uma saudade cravada, uma lembrança boa, um pensamento maravilhoso, sem receio, sem maldade, só afirmando mais ainda que: ''Ah, foi bom enquanto durou.'' E hoje já não é mais aquela saudade de querer ter tudo de volta, e sim, aquela boa lembrança de tudo que fomos e que - nesta vida - não volta mais, há não ser, em sonhos.


Fernando Oliveira.   


8 de agosto de 2016

QUEM PERDEU FOI VOCÊ, NÃO EU.

Photo: Polyana Lopes


Talvez agora você esteja aí comentando com seus amigos e até familiares de que eu não fui uma boa pessoa pra você; que é uma pena. Talvez você esteja aí me xingando horrores em pensamentos pensando coisas terríveis à meu respeito. Talvez você esteja aí me criticando tanto por ter tido uma decisão certa de querer por um fim; fazer o quê, agora você pode pensar o que quiser.

Talvez - mais pra frente - quando você tiver mais maturidade e um bom senso de vida, vai pensar e tirar uma simples decisão: ''ela estava certa'' Ou ''aprendi isso com ela''. E com certeza irá lembrar dos bons momentos e das coisas boas que eu fiz de coração só para querer o seu bem. 

Se eu dei um fim, foi porque você quis. Se eu dei um basta, foi porque você deu motivos. Você sabe, cara; empurrar com a barriga não dá. Viver mais ou menos dentro de uma relação não cola. Isso é perca de tempo. 

Estou com a minha consciência limpa, pois sei que eu fiz a minha parte. Respeito e amor eu te dei, pena que você não soube abraçar. Agora você deve ta aí pensando milhares de coisas sobre a minha pessoa. Me julgando sem saber, me xingando sem pensar. Mas relaxa, cara; eu não vou ficar com nenhum amigo seu, jamais, eu te respeito. E nem sair dormindo com qualquer um por aí, tá louco, eu sei o meu valor. Não vou ficar com um cara de propósito só pra te provocar, para! Isso é coisa de menininha mal comida. Se me der vontade eu fico sim, mas não para lhe causar ciúmes. Não sou dessas. 

E olha, agora eu só quero me curar. Sim, cuidar de mim. A despedida é sempre dolorosa, mas às vezes é tão bom que acaba tirando um peso das costas. Só quero focar nas minhas coisas. O trabalho não tá tão bom assim, sabe? Mas agradeço por tê-lo. Sou turista de academia mas vou voltar a treinar firme, né? Preciso pegar um corpinho aí. Tenho que dar mais atenção nos meus estudos também, a barra tá pesada e eu não posso me perder, me descontrolar. 

Então hoje quero ficar tranquila, não com você, mas sim, comigo, com a minha vida, com o meu coração. Não quero me envolver tão cedo. Isso não estará nos meus planos daqui pra frente. Mas se por acaso pintar um coração bacana aí - que não seja o seu - vou abraçar e arriscar. Porque eu vivo disso, cara; de risco. Eu gosto dos que arriscam. E infelizmente você não foi uma pessoa certa para correr esses riscos comigo.

Fernando Oliveira.

2 de agosto de 2016

CARA, CHEGA DE PAPO FURADO!

Photo: Karen Tinee.

Também sinto saudade, confesso, mas com essa sua ausência e falta de interesse fez com que eu mudasse o meu caminho. Parei de querer andar na contra-mão. Cansei de ver você aparecendo na semana com esse papinho de sempre e chegar o final de semana e sumir como se eu não fizesse parte dos seus planos. Até entendendo da gente não poder se ver na semana, sei que fica corrido pra você e pra mim. Mas se o amor depende de duas pessoas para existir, por que estamos aqui parado? Tá esperando o quê, meu bem? Eu desistir de tudo pra você começar dar valor? Sei que se depender de mim, vai longe, já você; tenho dúvidas. Precisamos fazer um esforcinho, sei lá; vou ai, tu vem aqui, coisa rápida, sem exageros. 

Não precisa me levar pro melhor restaurante da cidade não, nem naquele barzinho que a cerveja custa um olho da cara. A gente ficando juntos, tá bom. Isso que importa. Gosto de coisas simples que estejam em nosso alcance. E se depender de nós, tudo passa a ficar mais simples e bacana de viver. Só que você tá complicando tudo, cara. Me acostumei com essa sua ''canalhisse'' de sumir o fim de semana e chegar na segunda-feira com aquela cara de pau dizendo que tá com saudade. Para, tá com saudade porra nenhuma! Quem sente saudade dá seus pulos, faz um esforço, vai atrás, e faz de tudo para matar, ficar perto, junto, presente. 

Não mete essa, cara. Cansei desse seu papo furado, dessa sua conversa fiada. Fala, fala e nada faz. Vive dizendo que tá morrendo de saudade, mas vir me ver que é bom, nada. Vive dizendo que quer marcar algo comigo, mas por em prática que é bom, nada. Ou é, ou não é.

Faz uns dias que a gente não se vê. Se eu não te chamar para conversar, tu também não chama. Se eu não ir atrás de você, tu também não vem. Não dá pra viver nisso; nessa falta de atenção, de interesse e de carinho. Nesse amor mendigado, implorado, sujo. Eu não quero isso pra mim. Não preciso viver disso.  

Acha que sou o que, boba, babaca? Que sou essas garotas que você foi acostumado enrolar? Aqui é diferente. Acorda pra vida enquanto você tem tempo. Agora eu quero atitudes, cansei dessas palavras jogadas ao vento, ditas da boca pra fora. Chega de dizer que sente saudade e seja mais direto vindo aqui me ver. Não precisa nem apertar a campainha, nem gritar o meu nome, chega e entra, mas não demore muito, pois não te garanto se ainda vou estar aqui te esperando como você sempre pensou. 

Fernando Oliveira.