8 de agosto de 2017

― MALANDRA! (+18)





Era só mais uma noite daquelas que eu já sabia como iria terminar: marcas de batom na gola da camisa, calcinha rasgada no chão, cabelo todo bagunçado, Joe - I wanna know tocando de fundo naquele bar, gosto de vinho na boca, marcas de unhas cravadas nas costas, marcas da palma da minha mão em cada banda daquela bunda e o nosso juízo ausente que a gente esqueceu de levar pra'quele botéco.

Mas era isso que ela queria: ser devorada.

E, naquela noite, numa troca de olhar, eu vi que, aquela mulher, não tava para amorzinho. Eu notei no fundo dos olhos dela que, comigo, ela não iria perdoar. Pois quando me encontrou, sentou ao meu lado e me desafiou dizendo com o dedinho na boquinha enquanto dava um gole no seu vinho:

''Hoje eu duvido você acabar comigo!''

E eu, sem dó e piedade, acabei, literalmente, com ela.

Atendi o seu pedido. Correspondi ao seu tesão.

E foi no banheiro daquele barzinho mesmo, de frente pro espelho sujo, de mãos para o alto e com o joelho esquerdo apoiado naquela pia que eu, sem carinho, a estoquei forte até fazer ela gozar no meu pau enquanto puxava-a pelo cabelo e batia forte naquela bunda. ''Cachorra!'' - era o que ela pedia para eu dizer enquanto bombava forte a sua bucetinha e dedava, com o dedão, o seu cuzinho. E bombei, viu? E gozou com o meu pau na sua buceta. E gemeu com o meu dedo no cuzinho. E sorriu. E xingou. E me mordeu. E, sabendo que tava chegando a minha vez, ajoelhou-se e pediu, safadamente, porra quente na boquinha.

Atendi de novo o seu pedido e gozei. E gemi. E xinguei. E sorri. E bati, naquela cara, dizendo que eu também, naquela noite, não estava para amorzinho. E foi que, com todo carinho, ela levantou e me abraçou agradecendo:

''Obrigado, moreno! Vamos!''

Toda romântica e ousada ao mesmo tempo. E foi aí que eu percebi que ela era uma daquelas mulheronas da porra. E que não era tão safada assim, pois que, no fundo, ela seria, ou, é, de puro amor. Pois só queria, naquela noite, ser ousada, safada, devorada e sentir-se à vontade, pois fazia tempo que não encontrava um cara que a deixasse assim: sem vergonha de fazer o que quer entre 4 paredes ou num banheiro dum barzinho.

E foi o que ela quis ser.
E fez o que queria fazer.
E gozou como queria gozar.

Então apertei forte o seu queixo, dei um beijinho estalado e concordei:

''Eu quem agradeço, amor.''

E fomos embora. Gozados. Satisfeitos. Felizes. Tudo bem que ela foi pra casa sem anotar o meu número de telefone, mas foi embora sentindo o gosto do meu mel todinho na boca.

''Quero mais! Me liga: ****-****''

Foi o que ela deixou anotado num bilhete em cima da minha mesa antes de partir. Olhei, mordisquei o lábio inferior sorrindo e fui, arrumando a gola e abotoando a camisa, em direção a saída do bar dizendo para mim mesmo: ''Que malandra... Que malandra... vou ligar.''